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Medida da Prefeitura de Anápolis determina que proprietários de imóveis em áreas de risco assumam prejuízos causados por enchentes e alagamentos
Empresários em áreas de risco em Anápolis serão responsáveis por prejuízos causados por enchentes
24/08/2023, às 09:53 · Por Redação
Empresários com imóveis localizados em áreas de risco em Anápolis terão que arcar com os prejuízos ocasionados por enchentes e alagamentos, de acordo com uma medida anunciada pela Prefeitura. O anúncio foi feito no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 23, e prevê que os proprietários assinem um termo de responsabilidade em conjunto com o poder executivo ao emitir ou renovar alvarás de licença, além de certidões de uso de solo. A medida também restringe a emissão automática de documentos essenciais para a abertura de novos CNPJs em áreas de risco demarcadas. As informações são do Portal 6.
As áreas de risco demarcadas abrangem diversos pontos na cidade, incluindo avenidas e bairros como Avenidas Amazílio Lino, Ayrton Senna, Pedro Ludovico, Barão do Rio Branco, Goiás, Miguel João e Brasil Sul, bem como bairros Flamboyant, Residencial Buritis, Summerville, Santo Antônio, e outras regiões. A decisão ocorre pouco antes do início do período chuvoso e do fim da estiagem, período propício para a realização de obras de prevenção de problemas estruturais.
A medida visa direcionar a responsabilidade pelos prejuízos causados por enchentes e alagamentos aos proprietários de imóveis nessas áreas, mesmo enquanto empresários expressam preocupações quanto à lentidão ou falta de execução de ações planejadas por parte do poder público. A medida, embora permita a continuidade das atividades comerciais, coloca os empreendedores como responsáveis pelos impactos dos desastres naturais.
A acumulação de chuvas acima da normalidade climatológica em Anápolis, como os 356mm registrados em dezembro de 2022 e os 160mm em fevereiro de 2023, evidenciam os riscos da região. O secretário municipal de Habitação e Planejamento Urbano, Daniel Fortes, afirma que a medida foi uma solução temporária para evitar a interrupção das atividades comerciais, mas destaca que, caso os proprietários não assinem o termo, a renovação de alvarás não será possível.
Apesar da decisão de responsabilizar os empresários, a prefeitura reafirma seus esforços para minimizar os impactos dos desastres naturais e garantir assistência e socorro aos afetados. A procuradoria-geral do município notificará os proprietários e tomará medidas judiciais e extrajudiciais, se necessário, para a desapropriação dos imóveis, com base em estudos.
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