Matérias
Divulgação
Heitor Cunha fez a transferência, mas disse não poder fornecer provas a pedido da PF
Ourives de Goiânia diz não saber motivo de transferência para Mauro Cid em caso das joias de Bolsonaro
28/08/2023, às 08:02 · Por Redação
O ourives de Goiânia, Heitor Garcia Cunha, citado no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por fazer uma transferência bancária para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), confirmou ter feito o depósito, mas disse não poder fornecer provas a pedido da Polícia Federal.
“Não tenho nada a ver, não o conheço, nunca o vi, não sei quem é. Fiquei sabendo agora”, afirma.
De acordo com o Jornal O Globo, Heitor depositou uma parcela única de R$ 20.520 para Mauro Cid, em 2022. Oficial com mais de 20 anos de Exército, Mauro Cesar Barbosa Cid ocupou o cargo de ajudante de ordens do ex-presidente nos quatro anos de mandato. O tenente-coronel é investigado pela Polícia Federal (PF) suspeito de desviar e tentar vender ilegalmente as joias e relógios presenteados por delegações estrangeiras à Presidência da República em viagens oficiais.
Heitor é ourives, dono de uma banca especializada na venda de aparelhos eletrônicos no Hipercamelódromo OK, no Setor Campinas, e foi citado pelo relatório do Coaf. Ele confirmou que realizou o depósito para Mauro Cid em junho de 2022, mas detalha que recebeu os dados de terceiros e que não se lembra o motivo da transação.
“Tudo é um mal entendido de um depósito que eu fiz para conta de uma pessoa que outra pessoa me passou os dados”, afirma. O joalheiro conta que não tem nenhuma participação no “esquema” e que, inclusive, desconhece o tenente-coronel.
Ourives Coaf Mauro Cid Jair Bolsonaro