Matérias
Foto: Divulgação
Tirando a história do "infarto", a informação de agora bate exatamente com o que a Revista Veja havia dito poucas horas depois de Caiado se internar no Hospital do Coração, ainda em Goiânia
Boletim médico põe fim aos boatos e diz que placa de gordura em artéria foi causa da internação de Caiado
11/10/2019, às 00:06 · Por Eduardo Horacio
Pondo fim aos boatos, os médicos e a assessoria do
governador Ronaldo Caiado (DEM) revelaram finalmente o porquê da “dor torácica”,
da internação, da angioplastia e do stent colocados no governador em São Paulo.
Segundo a médica que acompanha Caiado há 10 anos, a cardiologista Ludhmila
Abrahão Hajjar, uma placa aterosclerótica (gordura e outras substâncias) em uma
das artérias coronárias é a provável causa da dor no peito que levou Caiado a
procurar ajuda hospitalar.
Neste caso, as artérias são estreitadas porque ocorre
depósitos de gordura (placas ateroscleróticas) que se acumulam no seu interior.
Nestas placas encontram-se o colesterol constituído por lipoproteínas de baixa
densidade (LDL), células musculares lisas, tecido fibroso e até cálcio. Quando
essa placa cresce, ao longo da artéria, é produzido uma área rugosa na parte
lisa, formando coagulo de sangue dentro da artéria.
Caiado passou por novo cateterismo na manhã de quinta-feira,
10 de outubro, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e a equipe decidiu pela
realização de uma angioplastia, quando foi colocado um stent (para evitar a
obstrução dos vasos sanguíneos) e depois ficou na UTI por 24 horas, o que é o
protocolo a ser seguido após uma angioplastia.
A informação bate exatamente com o que a Revista Veja havia
dito poucas horas depois de Caiado se internar no Hospital do Coração, ainda em
Goiânia. A revista afirmou que Caiado já tinha uma placa obstruindo
parcialmente essa artéria e que o “tratamento era feito com estatinas”.
Estatinas são remédios comumente usados para doenças do coração e para baixar o
colesterol. Não parece ter sido, portanto, um problema epigástrico, como
levantado pelo secretário Ismael Alexandrino. Agora, a única coisa que não bate
é que os médicos do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e do Hospital do
Coração em Goiânia garantem que ele não teve um infarto, enquanto a revista
Veja afirma que ele teve.
Ronaldo Caiado Saúde Ludhmila Hajjar Hospital do Coração Hospital Sírio-Libanês