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Advogados de Suelen Klaus alegam que o pedido foi feito em razão do estado de saúde dela
Defesa quer prisão domiciliar para pastora dona de clínica clandestina que mantinha pacientes em situação precária
06/09/2023, às 10:06 · Por Redação
A defesa da pastora Suelen Klaus, apontada pela Polícia Civil de Goiás como uma das proprietárias de clínica clandestina na zona rural de Anápolis, solicitou à Justiça que a prisão dela, convertida em preventiva na última quarta-feira (31), em audiência de custódia, passe para prisão domiciliar. Ela e o marido, o também pastor Angelo Mario Klaus Junior, foram presos suspeitos de manter duas clínicas clandestinas em Anápolis. A Polícia Civil (PC) resgatou, na última semana, 93 pessoas vítimas de maus-tratos, tortura e cárcere privado.
De acordo com a defesa, o pedido de prisão domiciliar para Suelen foi feito durante a audiência de custódia, ocasião em que foi negado. Por esse motivo, o pedido foi reiterado neste final de semana. A defesa de Suelen Klaus alega que o pedido foi feito em razão do estado de saúde dela, já que Suelen passou por uma cirurgia bariátrica recentemente e a situação dela acabou se agravando neste final de semana após a prisão. Na última quarta-feira (30), Suelen Klaus foi exonerada do cargo de gerente da Secretaria Municipal de Economia e Planejamento da Prefeitura de Anápolis. A decisão foi publicada na noite desta quarta-feira (30), no Diário Oficial do Município.
A defesa não quis se pronunciar sobre a situação do esposo de Suelen, o também pastor Angelo Mario Klaus Junior. No último sábado, ele se entregou para a polícia e passou por audiência de custódia, mas já tinha tido a prisão preventiva decretada. Entenda o caso A Polícia Civil (PC) resgatou, na última semana, 93 pessoas, entre elas idosos, menores e pessoas com deficiência, vítimas de maus-tratos, tortura e cárcere privado em duas clínicas clandestinas, localizadas na zona rural de Anápolis. Os donos do local são um casal de pastores de uma igreja no município. Além dos pastores, quatro funcionários, investigados por agredir as vítimas foram presos.
Segundo a Polícia Civil, todos responderão por tortura e cárcere privados qualificados. De acordo com as investigações, os internos das clínicas clandestinas em Anápolis, eram de ao menos outros quatro estados e pagavam até três salários mínimos (R$ 3,9 mil) para residir no local. Entre as vítimas há pessoas com idade de 14 anos a até 96 anos. A situação foi descoberta na noite de terça-feira (29) pela Delegacia de Idoso (Deai) do município após um idoso de 96 anos ser levado a um hospital com ferimentos graves, e a equipe de saúde denunciar o caso. Na ocasião, cinco pessoas foram presas, entre elas a pastora Suelen Amaral Klaus, que seria uma das proprietárias, ao lado do marido, o pastor Angelo Mario Klaus Junior. Ele fugiu após a chegada da polícia.
Pastora Clínica Clandestina