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Nenhum suspeito foi identificado
Mulher perde quase R$ 100 mil após criminosos se passarem por funcionários de banco em Jataí
13/09/2023, às 09:17 · Por Redação
Uma mulher afirma ter perdido quase R$ 100 mil após cair em um golpe por telefone, em Jataí, no sudoeste goiano. A vítima recebeu uma mensagem no celular sobre um programa de pontos, mas ao clicar no link, foi informada que seu celular havia sido invadido e, segundos depois, recebeu uma ligação dos criminosos, se passando por funcionários do banco.
“Um número 0800 me ligou dizendo que era da central do banco e que meu telefone havia sido hackeado. Disse que eu devia ir até uma agência mais próxima, no caixa eletrônico, para estornar as operações. Falava muito bem essa palavra ‘estornar’”, afirma.
A vítima foi até a agência bancária por dois dias seguidos e fez todas as operações que os criminosos pediram por telefone. A todo tempo, ela acreditava que estava resolvendo a situação com funcionários do banco.
Foram feitos empréstimos, transferências com o dinheiro da poupança e compras no cartão de crédito da vítima, inclusive, para pagar impostos de outros estados do país.
A mulher só descobriu o golpe quando um atendente da agência bancária a abordou para perguntar porque ela estava demorando tanto no caixa eletrônico. Depois que a vítima explicou a situação, o funcionário verdadeiro a orientou a procurar o caixa convencional e conversar com uma atendente. A funcionária afirmou que a situação era um golpe e pediu para que a vítima registrasse um boletim de ocorrência.
Em nota, o Banco do Brasil reforçou que “ligações que solicitam qualquer documento, senhas, dados cadastrais e financeiros, estornos, realização de transferências ou instalação de aplicativos não são práticas das instituições financeiras” e que, por esse motivo, “os clientes não devem, em hipótese alguma, digitar ou informar senhas no aparelho telefônico quando não efetuaram a ligação de forma ativa e espontânea”.
Disse também que “disponibiliza atendimento para notificações sobre golpes ou fraudes pelo App BB e Central de Atendimento, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, além de atendimento nas agências em todo o país, em horário comercial”.
O caso aconteceu no final de julho, mas até hoje continua sendo investigado pela Polícia Civil. De acordo com o delegado do caso, Ederson Bueno, nenhum suspeito foi identificado até o momento.
“A polícia busca informações sobre o destino do dinheiro. Isso depende de autorização judicial e demora um pouco. Aliás, todas as investigações de estelionato que envolvem transferência bancária são demoradas para apuração”, afirmou Bueno.
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