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Júnior Guimarães
Governador Ronaldo Caiado, nome cotado para a Presidência da República pelo União Brasil, destaca sua independência política e critica ideia de alianças automáticas
Em entrevista ao Estadão, Caiado rejeita aliança com Zema-Tarcisio-Leite
17/09/2023, às 11:34 · Por Redação
Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada neste sábado, 16, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, rejeitou a ideia de uma aliança automática com líderes políticos do Sul e Sudeste do país, incluindo os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul. No diálogo, Caiado demonstrou sua independência política e enfatizou suas prioridades para as regiões Centro-Oeste e Nordeste.
No seu segundo mandato como governador, Caiado tem sido uma voz ativa na defesa dos interesses do Centro-Oeste e Nordeste em questões orçamentárias e tributárias, destacando a importância de alianças estratégicas para o desenvolvimento dessas regiões. No entanto, ele criticou a ideia de alianças automáticas entre forças políticas similares. "É ingênuo, é bobagem, é besteira que não tem pé nem cabeça, de que a direita tem que estar unida e a esquerda tem que estar unida. Então quer dizer que se for nesse tipo de polarização, quem unir o centro ganhou", disse.
Questionado sobre a necessidade de o candidato à Presidência da República ser de centro-direita e proveniente das regiões Sul ou Sudeste, Caiado respondeu estar em um partido que tem tempo de rádio e televisão, fundo partidário. “Eu acho difícil você criar uma situação de convergência nesse momento. Alguns avanços podem ter, às vezes você consegue fazer uma aliança para o primeiro turno, às vezes você vai, mais ou menos, com um entendimento dos partidos para um segundo turno. Mas isso tudo é muito frágil", pontuou.
Caiado também abordou o desafio de conquistar votos na região Nordeste, historicamente dominada pelo PT. Ele destacou a ligação entre Goiás e as regiões Nordeste e Sudeste. "O Nordeste e o Sudeste. A minha mulher é baiana. Se você chegar aqui no entorno, a festa dos nordestinos aqui na Cidade Ocidental é festa de semana inteira. Então, a presença do Nordeste e do sulista em Goiás é um negócio impressionante", destacou.
Além das questões políticas e eleitorais, Caiado enfatizou a importância de investir em segurança pública e educação. Ele ressaltou os avanços em Goiás, onde a implementação de medidas de segurança e investimentos em educação resultaram em uma melhoria significativa da qualidade de vida. O governador também defendeu a nomeação de pessoas qualificadas e técnicas como auxiliares, destacando sua atuação firme no governo de Goiás.
Quanto à disputa pelo comando do Ministério da Saúde, Caiado mostrou seu apoio à atual ministra, Nísia Trindade, e defendeu a independência de cada governo em suas escolhas. Ele elogiou a atuação da ministra durante a pandemia de Covid-19 e enfatizou a importância de promover a saúde sem influências políticas e partidárias.
Ao final da entrevista, Ronaldo Caiado reforçou sua independência política e suas convicções. "Já passei essa fase faz muito tempo. Sempre tive minha tranquilidade, sempre tive a minha posição com muita independência. Se você me perguntar o que eu sou, eu sou um 'caiadista'. Minhas convicções são essas”, concluiu.
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