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Prefeitura não tem feito repasses para os hospitais há três meses
Maternidades públicas suspendem cirurgias e passam a atender apenas casos de urgência em Goiânia
19/09/2023, às 08:08 · Por Redação
Três maternidades públicas em Goiânia interromperam atendimentos eletivos devido à falta de repasses financeiros da prefeitura. A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável por essas maternidades, informou que apenas casos de emergência e urgência estão sendo atendidos, devido à escassez de insumos. O atraso nos repasses já dura três meses, resultando em uma dívida de aproximadamente R$ 43 milhões.
A Fundahc administra o Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) e a Maternidade Nascer Cidadão (MNC). As despesas mensais com essas três unidades somam cerca de R$ 20,3 milhões, sendo metade destinada ao HMMCC, o hospital de maior porte.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia alega que não tem recebido recursos do governo federal e estadual para o custeio das maternidades desde o final da pandemia, sendo mantidas principalmente com verbas municipais. A Prefeitura afirma que está buscando ajustar os valores dos repasses e planos de trabalho das maternidades, e o diálogo com a Fundahc continua em andamento.
De acordo com a diretora-executiva da Fundahc, todos os atendimentos pré-agendados, como consultas, exames e cirurgias, foram suspensos. A situação foi comunicada em um comunicado emitido na sexta-feira (15). A Fundahc destaca a falta de resposta da Prefeitura de Goiânia aos seus pedidos e ofícios para resolver a questão financeira das maternidades públicas municipais.
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