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Reprodução - G1 Goiás
Líder religioso Julierme da Silva Marques, de 44 anos, acusado de estuprar uma criança de 10 anos em Porangatu causava terror na vítima, que tremia e chorava quando ficava perto dele, de acordo com informações da Polícia Civil
Delegado revela detalhes perturbadores sobre caso de abuso por líder religioso em Porangatu
30/09/2023, às 15:56 · Por Redação
A prisão de Julierme da Silva Marques ocorreu na última terça-feira, 26, após ele ser flagrado se masturbando enquanto espiava a criança. Ambos moravam no mesmo terreno da igreja que frequentavam. O advogado de defesa do líder religioso, Luciano Henrique, alegou que seu cliente é inocente e que está tomando as medidas judiciais cabíveis, aguardando a conclusão do inquérito para apresentar provas.
A investigação teve início após a divulgação de um vídeo gravado por uma testemunha que mostrava o homem tentando agarrar a criança. "Nessa situação, ela conseguiu se desvencilhar. Ele também ficava tentando verificar a menina no banho, jogava lanterna na casa à noite, tentou entrar na casa e ela precisou trancar. Foram diversos atos", afirmou o delegado.
Após a divulgação do vídeo, outras vítimas, incluindo adultos e até mesmo uma vítima do sexo masculino, procuraram a delegacia para denunciar o líder religioso. Segundo as investigações, essas vítimas não frequentavam a igreja do acusado, exceto a criança de 10 anos.
"São mais ou menos 15 vítimas de diferentes idades, mas nem todas optaram por prosseguir com a denúncia, algumas nos procuraram de forma anônima", destacou o delegado. As investigações também revelaram que o líder religioso costumava se masturbar na presença das vítimas, o que significa que cada caso será analisado para determinar se houve estupro ou apenas importunação sexual.
Julierme ocupava o cargo de líder de louvor na igreja que frequentava e também desempenhava funções administrativas no templo religioso.
Devido ao grande número de vítimas, a Polícia Civil decidiu divulgar o nome e a foto do suspeito para encorajar mais denúncias. Para reportar informações relacionadas ao caso, basta ligar para o telefone 197 ou entrar em contato pelo WhatsApp (62) 98598-7885. O nome da instituição religiosa não foi revelado, dificultando a obtenção de um posicionamento da mesma sobre o caso.
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