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Polícia Civil realiza operação com 15 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios relacionados a Gustavo Mendanha e empresários por fraude em licitação para sede legislativa
Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia é alvo de operação por suposta fraude em licitação
20/10/2023, às 11:09 · Por Redação
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (Patriota) e seu primo, atual secretário de Desenvolvimento Urbano do município, Davi Mendanha, foram alvos de uma operação conduzida pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 19. A operação, que envolveu 15 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de Gustavo Mendanha e empresários, teve como objetivo investigar uma suposta fraude em licitação.
Durante a ação, a polícia apreendeu computadores na residência de Gustavo Mendanha e pen drives, além de um notebook na casa de seu primo. Em endereços ligados a empresários, foram encontradas armas e outros objetos relacionados à investigação.
Segundo informações da polícia, a investigação está relacionada a possíveis fraudes em licitações para a construção da nova sede do Legislativo de Aparecida de Goiânia. O delegado Alexandre Otaviano Nogueira, responsável pelo caso, afirmou que a fraude envolveu o direcionamento na contratação de uma empresa, enquanto outra empresa, cujos sócios possuem vínculos estreitos com os servidores investigados, executou o serviço.
Como parte da operação, foi determinado o bloqueio de bens dos investigados no valor de mais de R$ 1 milhão. Em resposta às acusações, a assessoria de Gustavo Mendanha alegou que a operação busca irregularidades na administração da Câmara de Vereadores de Aparecida em 2018, dois anos após Mendanha ter deixado a presidência do Legislativo. A nota enfatizou que o ex-prefeito não possui qualquer relação com o caso investigado e que aguarda os detalhes do processo judicial para entender o motivo da busca e apreensão em sua residência.
Davi Mendanha, por sua vez, declarou que não há irregularidades na execução das obras da nova sede da Câmara durante o período em que ocupou o cargo de Procurador-Geral do Poder Legislativo. Ele se mostrou confiante de que sua inocência será comprovada ao longo das investigações.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia afirmou que o caso não tem relação com a gestão do Poder Executivo municipal, enquanto a Câmara Municipal de Aparecida esclareceu que a operação da Polícia Civil não teve impacto nas instalações físicas da sede do Poder Legislativo e envolveu apenas endereços de pessoas ligadas a gestões anteriores.
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