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MP-GO denuncia Cacai e 3 PMs por assassinato de Escobar e aponta mais 5 por envolvimento em mortes; PMs envolvidos respondem por diferentes mortes

MP-GO denuncia Cacai e 3 PMs por assassinato de Escobar e aponta mais 5 por envolvimento em mortes

02/12/2023, às 14:43 · Por Redação

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) apresentou denúncia nesta sexta-feira, 1º, contra Carlos César Savastano de Toledo, conhecido como Cacai, e três policiais militares pelo assassinato do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante. Além disso, outros cinco PMs foram denunciados por participação em seis mortes, supostamente como forma de encobrir o caso.

Cacai, atualmente foragido e alvo de mandado de prisão desde 16 de novembro, é suspeito de ser o mandante do crime contra Escobar. A denúncia do MP-GO, assinada por seis promotores de Justiça de Anápolis, destaca as desavenças entre Escobar e Cacai, que trabalharam juntos na campanha do governador Ronaldo Caiado em Anápolis, em 2018.

A denúncia aborda a insatisfação de Escobar com o descumprimento de propostas de cargo feitas por Cacai após as eleições. Após o término da campanha, Escobar divulgou nas redes sociais e imprensa local notícias de condutas reprováveis envolvendo Cacai, desencadeando a revolta deste último e manifestando, frequentemente, o desejo ativo por vingança, conforme o documento do MP-GO.

A denúncia ainda menciona visitas de Cacai à sede da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana (Rotam) para tratar sobre seu desafeto com o então comandante, coronel Benito Franco. O ex-comandante declarou em depoimento que Cacai levou dados cadastrais de Escobar e disse que "só matando". A defesa de Cacai nega essa fala.

No desenrolar da trama, Cacai teria acertado a morte de Escobar com o policial militar Welton Vieiga, falecido em janeiro deste ano, apontado como executor. A denúncia não detalha os contatos e as ligações entre Cacai e Vieiga. O ex-dirigente partidário teria buscado um executor para o crime, e Welton Vieiga aceitou a empreitada criminosa, atraindo outros policiais para auxiliá-los na execução do crime.

Glauko Olívio de Oliveira, Thiago Marcelino Machado e Érick Pereira da Silva, policiais militares, foram denunciados por envolvimento no assassinato de Escobar. A acusação relata que Glauko roubou um celular de um casal de traficantes, repassando-o a Thiago, que entregou a Érick. Este último cadastrou um chip usado para atrair Escobar até o local onde foi morto.

Além do caso Escobar, Glauko e Thiago também foram denunciados por outras mortes, assim como Wembleyson de Azevedo Lopes. Os policiais Paulo Arthur Leopoldo Gondim, Daives Afonso Ferreira Silva e Rodrigo Moraes Leal respondem, cada um, por três mortes.

A defesa de Cacai propôs a federalização do caso, alegando "evidente proteção de terceiros na narrativa simulada na denúncia" e considerando o empresário como "bode expiatório". Até o momento, não foi possível obter contato com a defesa dos policiais militares envolvidos no caso. Cacai já foi diretor administrativo da Companhia de Desenvolvimento de Goiás (Codego) e deixou o cargo após ser preso em operação que investigava cobrança de propina no órgão. As informações são do jornal O Popular. 


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