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Na manhã desta quarta-feira, 6, mais de 100 funcionários se reuniram em assembleia para decidir se paralisam os serviços

Funcionários de maternidades em Goiânia podem paralisar serviços por não receberem salários

06/12/2023, às 16:55 · Por Redação

Novamente, a crise financeira parece rondar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Em outubro, a pasta havia informado que quitou todos os débitos com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clinicas (Fundahc) e que por isso a crise das maternidades em Goiânia havia chegado ao fim. Na manhã desta quarta-feira, 7, no entanto, mais de 100 funcionários se reuniram em assembleia para decidir se paralisam os serviços e entram em greve. Em nota, a SMS afirma que fez novo repasse para a fundação na manhã de hoje, 6 (confira ao final).

Os trabalhadores cobram da prefeitura o recebimento do salário e demais direitos trabalhistas. “A resposta que temos do Diretor do Hospital é que estão aguardando repasses da prefeitura para pagar o décimo terceiro, férias vencidas, vale alimentação e o salário. Tá um verdadeiro descaso”, relatou Keila Alves, colaboradora do Hospital e Maternidade Dona Iris.

Procurada pela reportagem, a Fundahc disse que é somente a SMS que responde aos questionamentos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) diz que as maternidades municipais, geridas pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), seguem oferecendo assistência humanizada e de qualidade aos pacientes. 

Novamente, a crise financeira parece rondar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Em outubro, a pasta havia informado que quitou todos os débitos com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clinicas (Fundahc) e que por isso a crise das maternidades em Goiânia havia chegado ao fim. Na manhã desta quarta-feira, 7, no entanto, mais de 100 funcionários se reuniram em assembleia para decidir se paralisam os serviços e entram em greve. Em nota, a SMS afirma que fez novo repasse para a fundação na manhã de hoje, 6 (confira ao final).

Os trabalhadores cobram da prefeitura o recebimento do salário e demais direitos trabalhistas. “A resposta que temos do Diretor do Hospital é que estão aguardando repasses da prefeitura para pagar o décimo terceiro, férias vencidas, vale alimentação e o salário. Tá um verdadeiro descaso”, relatou Keila Alves, colaboradora do Hospital e Maternidade Dona Iris.

Procurada pela reportagem, a Fundahc disse que é somente a SMS que responde aos questionamentos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) diz que as maternidades municipais, geridas pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), seguem oferecendo assistência humanizada e de qualidade aos pacientes. 

“A secretaria reforça que um novo repasse à fundação foi realizado na manhã desta quarta-feira, 6. Quanto ao pagamento do piso da enfermagem, a previsão é que seja pago ainda na folha de dezembro e com valores retroativos ao mês de maio de 2023”, finaliza a nota. 

“A saúde grita por socorro e justiça mas não temos quem lute conosco aqui na capital”, denuncia Keila. Segundo as denúncias dos técnicos de enfermagem, o Sindicato de Enfermagem no Estado de Goiás (SIENF-GO) é aliado da Prefeitura de Goiânia e não representa as reivindicações dos trabalhadores.

“Piso e os atrasos que vem acontecendo desde fevereiro desse ano. Essa gestão do prefeito está sendo a pior dos últimos tempos tratando a saúde com descaso e falta de respeito. Fiquei de férias em Setembro e recebi 12 dias depois com atraso e não me pagaram retroativo e o piso da Enfermagem nem se comenta na maternidade uma vergonha”, finalizou Keila.

Segundo os relatos dos funcionários, na última segunda-feira, 4, o secretário de saúde Wilson Pollara enviou um comunicado ao diretor da Fundahc para que fosse repassado aos colaboradores (confira abaixo). No comunicado, ele explica que o Hospital e Maternidade Dona Íris e o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara se integraram, mas os servidores afirmam que não sabem se isso pode impactar o trabalho deles ou não. “Existe uma falta de diálogo entre os colaboradores e a SMS para praticamente todos os casos”, relatam.


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