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Estudo da Associação Nacional das Mineradoras de Águas revela que mais de mil poços perfurados na região de Caldas Novas acessam aqüíferos e colocam em risco a sustentabilidade dos recursos
Exploração sem controle de águas termais em Caldas Novas pode comprometer aquíferos, alerta Amat
08/12/2023, às 10:05 · Por Redação
O uso descontrolado das águas termais em Caldas Novas e Rio Quente, municípios conhecidos por suas atividades turísticas baseadas nesse recurso, pode resultar em uma redução significativa dos aquíferos. Um estudo realizado pela Associação Nacional das Mineradoras de Águas (Amat) aponta que mais de mil poços perfurados na região acessam os reservatórios, representando uma ameaça à sustentabilidade desses recursos.
Apesar de ser classificada como um mineral, a exploração da água termal é regulada pela Agência Nacional de Mineração (AMN), que exige outorga para sua utilização. No entanto, o estudo revela que a região possui diversos poços perfurados, mesmo em grandes profundidades, aproximadamente mil metros, sem a devida autorização.
Um agravante identificado pela Amat é o uso das águas termais pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Demae) para o abastecimento público, prática proibida desde 1995. Fábio Haesbaerta, geólogo da Amat, destaca que, embora o uso das águas termais tenha sido comum no passado, o crescimento urbano levou à necessidade de regulamentação e limitação dessa prática.
"Na época que a Saneago era concessionária havia muitos postos de águas termais, que foram desativados. Outros em algumas regiões mais difíceis para o abastecimento da água fria foram mantidos até por determinação judicial", explica Haesbaerta. A Amat realiza estudos há duas décadas sobre as retiradas e reposição dos principais aquíferos que abastecem Caldas Novas e Rio Quente, conhecidos como Sistema Aquífero Araxá e Sistema Aquífero Paranoá.
Em uma palestra online realizada recentemente, o professor doutor em Geologia, Uwe Troeger, destacou que durante o lockdown causado pela pandemia de Covid-19 (2020-2021), houve um aumento considerável da recarga dos aquíferos. Troeger ressaltou a importância do uso consciente das águas termais para garantir a sustentabilidade da região. As informações são do jornal Opção.
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