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A solenidade de posse da procuradora Ivana Farina Navarrete Pena em Brasília foi inclusive prestigiada por Caiado

Com apoio de Caiado e indignação de Kajuru, Ivana Farina é empossada no CNJ

24/10/2019, às 00:12 · Por Eduardo Horacio

A procuradora de Justiça do Ministério Público de Goiás Ivana Farina Navarrete Pena tomou posse em Brasília, como conselheira do Conselho Nacional de Justiça e passou a integrar o órgão na vaga destinada aos Ministérios Públicos estaduais. 

Ela foi indicada à vaga no CNJ em 29 de março pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tendo sido escolhida a partir de uma lista tríplice formada pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Justiça dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG). Antes da formação da lista tríplice pelo CNPG, o nome de Ivana passou pelo crivo de eleição no início de março no MP-GO.

Após a indicação da PGR, a procuradora de Goiás teve seu nome submetido à aprovação do Senado Federal, com 54 votos favoráveis. A votação foi realizada após sabatinas na Comissão de Constituição e Justiça e em plenário. Ela teve contra si campanha do senador Jorge Kajuru (Cidadania), mas teve apoio do governador Ronaldo Caiado (DEM). 

Caiado
A solenidade de posse da procuradora Ivana Farina Navarrete Pena em Brasília foi inclusive prestigiada por Caiado, que destacou o perfil "profissional e ético" da goiana. “É a luta de uma mulher que eu conheço de longa data”, afirmou o governador, indicando que "tal prestígio foi alcançado por mérito próprio". O mandato dela, que representa os Ministérios Públicos estaduais, terá duração de dois anos. 

Em seu discurso de posse, Ivana Farina fez um agradecimento especial a Caiado, a quem rendeu elogios pela forma transparente de governar Goiás. “Governador, o senhor não prestigia essa posse, o senhor aquilatou a importância de pela primeira vez uma goiana, uma mulher goiana ter assento nessa Corte”, disse. Sobre sua posse, ela classificou como questão de honra ser a primeira representante goiana a ocupar a vaga junto ao CNJ. Ao mesmo tempo, sente recair sobre seus ombros uma responsabilidade única. “O sistema de justiça é muito demandado pela sociedade brasileira, sobretudo em dias de turbulência. É demandado para ser ágil, transparente, acreditado”, afirmou, referindo-se ao seu novo desafio profissional.

Kajuru
Na sessão que referendou Ivana, o senador Jorge Kajuru acusou Ivana de tê-lo perseguido no passado, em conluio com o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Kajuru ainda pediu que seus colegas não votassem a favor de Ivana, dizendo que a procuradora é desqualificada que "Ivana pela vida inteira foi jagunça de Marconi Perillo e de outros, ou seja, ela é pau-mandado. Não é possível que este Senado vai indicar uma mulher dessas que vive a prestar serviços para quem manda. Ela quer vir para cá — essa Ivana Farina — para blindar o maior corrupto da história de Goiás, Marconi Perillo, que é o seu verdadeiro patrão", completou Kajuru. 

Mesmo com o apelo categórico de Kajuru, diversos senadores apoiaram a indicação e elogiaram a trajetória da indicada, entre eles, os senadores Weverton (PDT-MA), Vanderlan Cardoso (PP-GO), Luiz do Carmo (MDB-GO), Rogério Carvalho (PT-SE), Chico Rodrigues (DEM-RR), Roberto Rocha (PSDB-MA), Rodrigo Pacheco (DEM-MG), José Serra (PSDB-SP), Flávio Arns (Rede-PR) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

Vanderlan e Kátia Abreu afirmaram que o Senado não era lugar para questões pessoais. A senadora acrescentou que a indicada é uma mulher trabalhadora, com currículo invejável, e competente. Luiz do Carmo disse que a procuradora tinha o apoio do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Rogério Carvalho disse que Ivana foi escolhida para representar os Ministérios Públicos estaduais no CNJ.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma instituição pública que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. Ele é composto de 15 membros, com mandato de dois anos, admitida uma recondução. O órgão é comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) – atualmente, o ministro Dias Toffoli. 

Perfil 
Ivana Farina Navarrete Pena é bacharel em Economia e em Direito, respectivamente, pela Universidade Católica e pela Universidade Federal de Goiás. Ivana Farina atuou junto ao Ministério Público de Goiás durante 30 anos. Também tem forte atuação em áreas específicas, como direitos humanos. No CJN, vai trabalhar no controle administrativo, financeiro e disciplinar de integrantes do Poder Judiciário. “É um órgão que zela pela integridade do sistema de justiça. É muito relevante e cobrado, e espero poder somar e agir”, projetou. 


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