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Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde são preliminares e correspondem ao período de janeiro a outubro de 2023
Goiás registra aumento de cobertura vacinal em 2023
25/12/2023, às 16:52 · Por Redação
Goiás aumentou a cobertura da vacina contra a DTP (difteria,
tétano e coqueluche), com números que saltaram de 65% no ano passado, para
68,5% neste ano. Também houve crescimento nas aplicações da poliomielite que,
em 2023, registrou 68,5% frente a 66% em 2022; e da 1ª dose da tríplice viral
(sarampo, caxumba e rubéola), que passou de 82,3% no ano passado, para 82,8%
neste ano. A vacina contra a febre amarela, indicada aos nove meses de idade,
registrou avanço passando de 63,6% para 64,1%. Os dados divulgados pelo
Ministério da Saúde são preliminares e correspondem ao período de janeiro a
outubro de 2023, comparados com todo o ano de 2022.
Aumento foi registrado em todo o Brasil
A nível nacional, oito vacinas recomendadas do calendário
infantil apresentaram aumento nas coberturas vacinais. Para as crianças com um
ano de idade, os imunizantes contra hepatite A, poliomielite, pneumocócica,
meningocócica, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e tríplice viral 1ª dose e
2ª dose (sarampo, caxumba e rubéola) registraram crescimento. Também houve
aumento na cobertura da vacina contra a febre amarela, indicada aos nove meses
de idade.
O resultado aponta para a reversão da queda dos índices
vacinais que o Brasil enfrenta há cerca de 7 anos, mesmo sem a consolidação dos
dados para todo o ano de 2023. O avanço é fruto do planejamento
multiestratégico adotado pelo Ministério da Saúde desde o início da gestão –
com o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação, a adoção do
microplanejamento, o repasse de mais de R$ 151 milhões para ações regionais nos
estados e municípios e o lançamento do programa Saúde com Ciência.
Ao comparar 2022 com 2023, a cobertura vacinal de hepatite A
passou de 73% para 79,5%. O primeiro reforço da pneumocócica passou de 71,5%
para 78% neste ano. A polio alcançou 74,6% de cobertura, ante os 67,1% do ano
passado. Entre as vacinas indicadas para menores de 1 ano de idade, a que
protege contra a febre amarela foi a que apresentou o maior crescimento,
passando de 60,6% no ano passado para 67,3% neste ano, sendo que todos os
estados registraram aumento de cobertura vacinal. Outro destaque foi a vacina
contra o papiloma vírus humano (HPV), que desde 2014 apresentava queda no
número de doses aplicadas. A cobertura vacinal subiu 30% neste ano, mesmo com o
incremento na população para a qual a vacina deve ser aplicada nesse período.
O sucesso da estratégia de regionalização, a partir do
microplanejamento, levou à melhora dos índices vacinais para a DTP, que protege
contra a difteria, tétano e coqueluche, em todos os estados brasileiros e o
Distrito Federal. Além disso, 26 unidades federativas aumentaram a cobertura
contra a poliomielite e da primeira dose de tríplice viral. Também: 24 estados
tiveram alta na cobertura contra a hepatite A meningocócica e segunda dose de
tríplice viral; e 23 melhoraram a cobertura da vacina pneumocócica.
Ao longo de todo o ano, as equipes do Programa Nacional de
Imunizações (PNI) percorreram o Brasil realizando oficinas com as secretarias
de saúde e buscando soluções viáveis para a realidade de cada local. Entre as
estratégias realizadas estão a vacinação extramuros, ampliação do horário das
salas de imunização e busca ativa de não vacinados. A ideia foi permitir que o
município se organizasse e se planejasse considerando a sua realidade local.
Neste sentido, a estratégia de imunização foi adaptada conforme a população, a
estrutura de saúde, a realidade socioeconômica e geográfica.
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