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Goiânia, 04/04/25
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Dados do Liraa indicam que 75% dos focos do Aedes aegypti em Goiás estão em residências; informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) de 2024 alertam para a necessidade de colaboração da população no combate ao mosquito

Dados do Liraa indicam que 75% dos focos do Aedes aegypti em Goiás estão em residências

15/02/2024, às 16:34 · Por Redação

Os dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) de 2024, divulgados pela Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), revelam que 75% dos criadouros de mosquitos da dengue estão localizados dentro das residências. O aumento significativo de casos em Goiás torna urgente a participação ativa da população no combate à proliferação do Aedes aegypti.

De acordo com a SES-GO, a maior parte dos casos de transmissão da dengue ocorre por mosquitos provenientes do próprio quintal ou de vizinhanças próximas. A capacidade de voo do mosquito em um raio de até 100 metros amplifica a necessidade de uma atuação conjunta da comunidade no combate aos criadouros.

O levantamento também destaca que mais de 30% dos criadouros identificados estavam associados ao lixo. A preocupação se concentra na limpeza de terrenos baldios e imóveis fechados ou abandonados, locais propícios para o acúmulo de lixo e, consequentemente, focos de proliferação do mosquito. O Aedes aegypti, com um ciclo de vida de apenas 45 dias, é capaz de depositar até 450 ovos em ambientes adequados.

Goiás figura entre os seis estados do Brasil com maior número de casos suspeitos de dengue, totalizando 31.809 mil registros até o momento. Além disso, foram confirmadas quatro mortes, e outras 350 estão em fase de investigação. Em resposta a essa situação crítica, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 5 milhões na aquisição de medicamentos para o tratamento da dengue e chikungunya, incluindo soros, dipirona sódica e sais para hidratação.


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