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Coletivos de mulheres e ativistas dos direitos humanos comparecem ao Ministério Público de Goiás para solicitar providências contra a volta do prefeito de Iporá

MP recebe demanda de ativistas contra impunidade no caso Naçoitan Leite

21/02/2024, às 09:03 · Por Redação

Diversos coletivos de mulheres e ativistas dos direitos humanos se reuniram na tarde desta terça-feira, 20, no Ministério Público de Goiás (MP-GO) para apresentar uma solicitação de medidas contra o prefeito de Iporá, Naçoitan Leite. O grupo entregou um documento ao MP-GO, expressando sua preocupação com a liberdade provisória concedida ao prefeito e a decisão da Câmara Municipal de Iporá de reconduzi-lo ao cargo de chefe do Executivo municipal.

O documento destaca que a Justiça desempenha um papel crucial tanto concreto quanto simbólico na formação cultural, influenciando a percepção da sociedade sobre o que é tolerável ou intolerável. O grupo levanta questionamentos sobre as lições que serão deixadas para a comunidade de Iporá, indagando se serão de "medo, insegurança e impunidade".

O prefeito Naçoitan Leite foi protagonista de um episódio violento em novembro do ano passado, quando invadiu a residência de sua ex-mulher, efetuando cerca de 15 disparos contra o quarto do casal. Após ficar foragido por quatro dias, se entregou à polícia em 23 de novembro.

Atualmente, um pedido de impeachment contra o prefeito tramita na Câmara Municipal de Iporá. No entanto, entre os 13 vereadores, 10 manifestam apoio ao prefeito, enquanto apenas três, Moisés Magalhães (Agir), Viviane Specian (PT) e Heb Keller (Republicanos), estão em oposição.

O documento foi assinado por uma série de coletivos de direitos humanos e/ou feministas, incluindo o Bloco Não é Não, #PartidA, Associação Mulheres na Comunicação, Centro de Formação Assessoria e Pesquisa em Juventude – Cajueiro, Coletivo Girls Up Goiás, Coletivo de Mulheres da Região Noroeste, Coletivo Voz Materna, Rede de Mulheres Feministas, Projeto GSEX, Projeto Bertha, Movimento Agô, Grupo de Mulheres Negras Malunga e o Instituto Nacional Ponto de Escuta Ativa.


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