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Goiânia, 03/04/25
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Ações policiais resultam em 10 mortes em Goiânia e levantam debate sobre câmeras corporais; Ministério Público de Anápolis busca a implementação dos equipamentos, enquanto a Secretaria de Estado da Segurança Pública contesta a proposta na Justiça

Ações policiais resultam em 10 mortes em Goiânia e levantam debate sobre câmeras corporais

03/03/2024, às 10:14 · Por Redação

Ao menos dez pessoas perderam a vida em diferentes ações da Polícia Militar (PM) em Goiânia na noite da última sexta-feira, 1º. A PM alega que as vítimas eram suspeitas de crimes e morreram em confrontos durante abordagens policiais. O caso mais significativo ocorreu no Jardim da Luz, onde cinco suspeitos, supostamente envolvidos em um homicídio por rivalidade entre facções criminosas, foram baleados e não resistiram aos ferimentos.

No total, cinco ocorrências resultaram em mortes em diferentes bairros, incluindo Santos Dumont, Jardim Novo Mundo, Campinas e Residencial Sollar Ville. No setor Jardim da Luz, agentes do Comando de Operações de Divisas (COD) mataram cinco suspeitos que estavam em um veículo roubado. Segundo a PM, eles teriam relação com o assassinato de um jovem de 24 anos e teriam reagido atirando contra os policiais durante a abordagem.

Esses eventos trazem à tona a discussão sobre a utilização de câmeras corporais pelos policiais durante as operações. O Ministério Público de Anápolis defende a instalação desses dispositivos para registrar as ocorrências e garantir maior transparência nas ações policiais. No entanto, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) contesta a medida na Justiça.

Goiás figura como um dos estados com maiores índices de mortes por intervenção policial, ultrapassando mais que o dobro da média nacional, com 7,6 mortes por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Membros do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em Goiás argumentam que as câmeras corporais reduzem a letalidade policial e proporcionam maior segurança aos agentes, permitindo a comprovação de suas ações durante ocorrências.

Já o promotor de Justiça Bernardo Frayha destaca à TV Anhanguera a importância de investigar cada caso de intervenção policial individualmente, evitando decisões subjetivas e garantindo a segurança da sociedade. "Não podemos deixar a sociedade à mercê de decisões individuais e subjetivas de alguém que entenda que tem o direito de tirar a vida de outra pessoa", concluiu o promotor.


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