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Direita quer blindar parlamentares de operações da Polícia Federal (PF) e de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF)
Maioria da bancada goiana é contra a PEC da blindagem
04/03/2024, às 16:31 · Por Redação
Só dois integrantes da bancada goiana defendem a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que pode blindar parlamentares de operações da Polícia
Federal (PF) e de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF).
Adriano Avelar (PP) e Zacharias Calil (UB) foram os únicos
que assinaram a matéria, que tenta criar um mecanismo em que as ações judiciais
contra deputados e senadores só poderiam começar após análise da mesa diretora
da Câmara dos Deputados e do Senado.
Ao POPULAR, a deputada federal Sylvie Alves (UB critica a proposta. “PEC
absurda. Chega a ser ridículo”. Lêda Borges (PSDB) também diz que não assinou a
matéria por não concordar.
O deputado federal Rubens Otoni (PT) acredita que há
frequentes “exageros, deslizes e sensacionalismo” nas operações da PF. No
entanto, defende que isso não deve ser combatido com mudança na Constituição.
“Não defendo privilégios nas investigações e operações policiais para nenhum
setor. A legislação atual é adequada, não há necessidade de modificação”,
afirma.
José Nelto (PP) não só é contra a proposta, como defende o
fim do foro privilegiado. “Essa é uma PEC para defender quem faz corrupção,
quem pratica atos contra a democracia. Ao aprovar uma proposta dessas, você
blinda congressistas de qualquer investigação da Polícia Federal”, disse
O senador Jorge
Kajuru (PSB) disse que acha a proposta “ridícula” e vai falar dela na tribuna
do Senado na terça-feira (3). O goiano afirma que, se a PEC for aprovada, ele
vai acionar o STF em ação direta de inconstitucionalidade. “E eu abro mão dela.
Não aceito. Se tiver qualquer coisa contra mim, que me investiguem. Isso é de
um corporativismo impressionante”, disse.
Câmara dos Deputados