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Neste domingo, 31, os remédios ficam mais caros em Goiás e no Brasil; aumento autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) é de 4,5%
Neste domingo, 31, os remédios ficam mais caros em Goiás e no Brasil
30/03/2024, às 11:46 · Por Redação
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) anunciou na última quinta-feira, 28, o reajuste anual de 4,5% nos preços dos medicamentos, medida que passará a valer a partir deste domingo, 31. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), afeta diretamente os consumidores em Goiás e em todo o Brasil.
O aumento, que ocorre anualmente, é calculado com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou alta de 4,5% nos últimos 12 meses até fevereiro. Segundo a resolução da Cmed, outros índices que influenciam os preços, como a produtividade do setor e custos de produção, foram estabelecidos como zero neste ano.
Diferentemente de anos anteriores, em 2024 não haverá diferenciação de aumento em três faixas, indicando medicamentos por meio da competitividade do mercado. O reajuste, no entanto, não é imediato e dependerá da política de preços adotada por cada farmácia e indústria farmacêutica.
Embora o aumento de 4,5% seja o menor desde o início da pandemia de Covid-19 em março de 2020, a medida ainda preocupa os consumidores, especialmente em um momento de instabilidade econômica. As grandes redes do setor, como Drogasil, Farmácias Pague Menos e Droga Raia, já anunciaram promoções com descontos de até 90% em alguns casos, antes do reajuste anual.
Para o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos(Sindusfarma), Nelson Mussolini, é fundamental que os consumidores pesquisem e busquem as melhores ofertas antes do reajuste entrar em vigor. Ele destaca que, dependendo da estratégia comercial de cada estabelecimento, os aumentos de preços podem demorar meses ou nem acontecer.
Por outro lado, o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, recomenda que os consumidores evitem compras por impulso, pesquisem preços de genéricos ou similares e aproveitem programas de fidelidade e descontos oferecidos pelas farmácias.
Em caso de constatação de aumento acima do estabelecido pela Cmed, os consumidores podem denunciar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio de seus canais de comunicação, fornecendo uma série de documentos que comprovem a irregularidade.
Além do reajuste anual, os remédios já tiveram o preço reajustado em alguns estados neste ano devido ao aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que amplia ainda mais a preocupação dos consumidores com os gastos em saúde.
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