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A mulher estava desaparecida desde março após viajar com o marido, que é o principal suspeito e está foragido para uma missa de 7ª dia
Operação que investiga morte de mulher após viagem com marido cumpre mandados em Goiás
02/05/2024, às 10:36 · Por Redação
A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação nesta quinta-feira,
02, para cumprir 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Quirinópolis,
Paranaiguara, Presidente Prudente e Cuiabá relacionados à investigação da morte
da pedagoga Fábia Cristina Santos. A ação está sendo realizada por meio da 16ª
DRP, com apoio da 8ª DRP, do GT3, da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia
Civil de Mato Grosso.
A mulher estava desaparecida desde março após viajar com o
marido, que é o principal suspeito e está foragido para uma missa de 7ª dia. A
confirmação da morte da pedagoga ocorreu no dia 22 de abril, quando o corpo da
vítima foi encontrado no carro do casal em região de mata entre Goianira e
Trindade. O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia liberou o corpo da
pedagoga na última terça-feira, 23.
A Polícia Técnico-Científica confirmou a identidade da ossada como sendo de Fábia por meio de exames na arcada dentária. A advogada Rosemere Oliveira encontrou imagens no computador de Fábia que indicam que ela era vítima de agressões. Segundo a família de Fábia, ela já teria sido agredida pelo marido outras vezes, sendo a última violência dias antes do desaparecimento.
Corpo encontrado
O carro do casal, que estava desaparecido há mais de 40
dias, foi encontrado abandonado no dia 22 de abril deste ano em uma fazenda de
Trindade, com um corpo dentro. A perícia confirmou, por meio da arcada
dentária, que o corpo encontrado era de Fábia.
Segundo a Polícia Civil, o corpo estava esqueletizado e em
estado avançado de decomposição. O corpo da professora foi enterrado no dia 24.
Marido suspeito
Segundo a investigação da Polícia Civil, o caminhoneiro
Douglas José de Jesus, que usava o nome falso há quase 30 anos de Wander José
da Silva, é suspeito de matar a esposa. A delegada responsável pela
investigação, Carla de Bem, explicou como o homem conseguiu forjar a
documentação para trocar de identidade e fugir da polícia desde 1996.
A polícia informou Douglas é réu por um duplo homicídio
praticado em Quirinópolis em 1996 junto com um tio, que foi condenado, e está
foragido desde essa época. Familiares contam que a identidade forjada era de um
irmão mais novo de Douglas.
“Os dois documentos [de identidade] são materialmente
verdadeiros, porque o primeiro ele tirou quando criança, sem coleta de
impressões papilares, só com a foto e a assinatura dele ainda bem infantil, e o
segundo ele volta e faz um novo documento ‘quente’. Ele colhe impressões papilares
dele no nome de Wander”, explicou a delegada.
Conforme a delegada, o homem chegou a ser levado para a
Central de Flagrantes em 2016, mas foi liberado porque as impressões digitais
batiam com o nome Wander, já que ele tinha feito o registro no documento.
Goiás Crime Feminicídio Trindade PC-GO