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Dos deputados estaduais do PSL, apenas Major Araújo anunciou sua decisão: fica no PSL, apesar de se dizer “bolsonarista”
Criação de Aliança pelo Brasil vai rachar o PSL em Goiás
13/11/2019, às 00:58 · Por Eduardo Horacio
A decisão do presidente Jair Bolsonaro de pedir desfiliação
do PSL para fundar um novo partido, que terá o nome de “Aliança pelo Brasil”,
provoca mudanças também na política de Goiás. A divisão que vinha tomando conta
da sigla nos últimos meses foi sacramentada na reunião da tarde desta
terça-feira, 12, em Brasília, em que Bolsonaro anunciou a deputados federais do
partido a saída da legenda pelo qual se elegeu presidente.
Em Goiás, cada um dos dois deputados federais tomará rumo
diferente. O líder do governo, Major Vitor Hugo, já anunciou que sai do PSL e
vai para a “Aliança pelo Brasil”. Já o deputado Delegado Waldir, rompido com o
Palácio do Planalto, fica no PSL e deve inclusive reassumir a liderança da
legenda na Câmara dos Deputados.
Dos deputados estaduais do PSL, apenas Major Araújo anunciou que fica no PSL, apesar de se dizer “bolsonarista”. Paulo Trabalho e Humberto Teófilo devem acompanhar Bolsonaro e ir para o novo partido. “O que deixo bem claro é o meu posicionamento de acompanhar o presidente da República, estou bastante tranquilo neste sentido. Eu não aceitaria ficar num partido que faz oposição ao presidente Jair Messias Bolsonaro”, argumentou Paulo Trabalho.
O deputado estadual Delegado Humberto Teófilo tem discurso semelhante ao de Paulo Trabalho. Ele diz que não tem problemas com o presidente estadual do PSL, Delegado Waldir, mas sairá do PSL.“Não ficarei em cima do muro, precisamos esperar a decisão do presidente Jair Bolsonaro, minha bandeira será a mesma, de defender de forma insistente o presidente Bolsonaro, inclusive nas minhas redes, o meu público é o público do Bolsonaro”, arrematou.
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