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Homem é inocentado após 12 anos preso por estupros que não cometeu; DNA revela verdadeiro culpado e justiça inocenta jardineiro injustamente condenado a 137 anos de prisão
Homem é inocentado após 12 anos preso por estupros que não cometeu
18/05/2024, às 18:53 · Por Redação
Carlos Edmilson da Silva, um jardineiro condenado a 137 anos, 9 meses e 28 dias de prisão por uma série de estupros, foi libertado após passar 12 anos preso injustamente. A reviravolta no caso ocorreu depois que exames de DNA comprovaram sua inocência e identificaram o verdadeiro autor dos crimes.
Silva foi preso em 10 de março de 2012, aos 24 anos, após ser reconhecido por meio de uma foto como o estuprador responsável por 10 ataques a mulheres em Barueri e Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, entre 2010 e 2012. A condenação, proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, resultou em uma longa sentença de prisão.
Durante todos esses anos, Carlos Edmilson da Silva manteve sua alegação de inocência. No entanto, nenhuma instância judicial havia comparado seu DNA com o material biológico coletado das vítimas. A mudança veio quando o jardineiro recebeu assistência do Innocence Project Brasil, uma ONG dedicada a ajudar vítimas de erros judiciais.
A advogada Flavia Rahal, representante do Innocence Project Brasil, requisitou a comparação do DNA de Carlos com o material genético encontrado nas vítimas. Rahal explicou que dos 10 casos de estupro pelos quais Silva foi condenado, apenas em cinco havia material genético coletado. Foi nesses casos que o exame de DNA revelou a verdade.
Os testes confirmaram que o DNA de Carlos Edmilson da Silva não correspondia ao encontrado nas vítimas. Em vez disso, o material genético correspondia a José Reginaldo dos Santos, de 34 anos, que já estava preso por roubo. O DNA de Reginaldo foi identificado em pelo menos quatro das cinco vítimas que haviam fornecido material genético.
A revelação de que José Reginaldo dos Santos era o verdadeiro autor dos estupros finalmente levou à anulação da condenação de Carlos Edmilson da Silva, permitindo sua libertação após mais de uma década de encarceramento injusto. A descoberta destacou a importância dos exames de DNA na justiça criminal e reforçou a missão do Innocence Project Brasil de corrigir erros judiciais.
Para Carlos, a liberdade chega com um misto de alívio e amargura, após anos de luta para provar sua inocência. Seu caso serve como um lembrete doloroso das falhas que podem ocorrer no sistema de justiça e a importância de ferramentas precisas, como os testes de DNA, para assegurar a verdade.
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