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Divulgação - Polícia Civil
Fisiculturista Igor Porto Galvão é preso suspeito de espancar a mulher em Aparecida de Goiânia; laudo aponta que lesões sofridas pela vítima não são compatíveis com uma queda em casa, como alegou o suspeito
Perícia contradiz fisiculturista suspeito de espancar mulher em Aparecida de Goiânia
21/05/2024, às 13:59 · Por Redação
A perícia realizada na residência do fisiculturista Igor Porto Galvão, onde ele morava com sua companheira, revelou que as lesões sofridas pela mulher não são compatíveis com uma queda, contradizendo a versão apresentada pelo suspeito. A informação foi divulgada pela delegada Bruna Coelho. A vítima sofreu traumatismo craniano, quebrou oito costelas e apresentava diversos ferimentos pelo corpo. “Na residência não há qualquer desnível, escada ou altura que justifique as lesões apresentadas pela vítima", afirmou a delegada à TV Anhanguera. A mulher foi levada ao hospital no dia 10 de maio, inconsciente.
De acordo com a delegada, a mulher segue em estado gravíssimo, em coma, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “São lesões contusas, acreditamos que ela foi agredida, provavelmente, com murros, socos e chutes”, disse Coelho, reafirmando a suspeita de espancamento pelo fisiculturista.
Igor Porto Galvão foi preso na sexta-feira, 17, uma semana após levar a mulher inconsciente ao hospital, alegando que ela havia caído em casa. Na tarde desta segunda-feira, 20, ele passou por uma audiência de custódia, onde a Justiça decidiu manter sua prisão. Os advogados Thiago Marçal e Gelicio Garcia, que representam o fisiculturista, informaram ao portal G1 Goiás que irão se manifestar sobre o caso somente após o depoimento do suspeito, previsto para terça-feira, 21.
A investigação conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, sob a responsabilidade da delegada Bruna Coelho, começou após a polícia ser acionada pelo hospital. “Nós fomos até a casa e pedimos uma perícia no local. Um perito também esteve no hospital e nós ouvimos várias pessoas”, detalhou a delegada.
Em entrevista à TV Anhanguera, Coelho explicou que o fisiculturista alegou que a mulher estava limpando a casa quando escorregou, convulsionou e caiu. Segundo ele, as lesões teriam sido causadas pela queda. “Ele disse para a equipe médica que deu um banho nela e a levou para o hospital, onde, de imediato, ela foi levada para uma cirurgia e depois para a UTI”, afirmou a delegada.
Atualmente, a polícia aguarda autorização para ouvir o fisiculturista no presídio. “Estamos aguardando autorização para ir até o presídio para poder ouvi-lo”, disse Coelho. A defesa do suspeito ainda não teve acesso ao processo e prometeu se manifestar sobre o caso após a análise dos autos.
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