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Roberto Naves já foi alvo de quase 60 denúncias no TCM-GO por "obras e serviços públicos" suspeitos; maioria dos processos envolvia irregularidades em licitações para contratação de prestadores de serviços
Roberto Naves já foi alvo de quase 60 denúncias no TCM-GO por "obras e serviços públicos" suspeitos
23/05/2024, às 10:15 · Por Redação
A administração do prefeito Roberto Naves (Republicanos) em Anápolis enfrentou quase 60 denúncias no Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) desde 2017, relacionadas a "obras e serviços públicos" suspeitos. No início de maio, Naves afirmou que, em seus quase oito anos à frente da Prefeitura, não houve processos por superfaturamento em sua gestão. Contudo, um levantamento realizado pelo Portal 6 contestou o contrário.
De acordo com o levantamento, a administração de Roberto Naves foi alvo de 59 denúncias no TCM-GO, das quais 11 foram parcialmente ou totalmente acolhidas pelo órgão. A maioria dos processos está relacionada a irregularidades em licitações para a contratação de prestadores de serviços.
O relatório detalhado do TCM-GO, divulgado pelo Portal 6, revela que desde 2017 a gestão de Naves foi investigada por diversas irregularidades. Além das suspeitas nas licitações, o documento de 54 páginas inclui casos como o pagamento de pensões pelo Instituto de Seguridade Social de Anápolis (ISSA) e problemas na área da Saúde. Entre os exemplos mais notórios está a contratação da Associação João Paulo II para gerir o Hospital Municipal Alfredo Abrahão.
Essas investigações destacam falhas na transparência e na gestão de recursos públicos. A recorrência de denúncias aponta para possíveis problemas sistêmicos na administração municipal, que, segundo o TCM-GO, requerem atenção e correção para evitar prejuízos aos cofres públicos e garantir a eficiência dos serviços oferecidos à população.
Durante o encontro com a imprensa em maio, Roberto Naves reconheceu que sua administração não conseguiu realizar um "embelezamento" satisfatório da cidade, mas destacou que sua gestão não responde a processos de superfaturamento. No entanto, os dados obtidos pelo Portal 6 mostram uma realidade diferente, sugerindo que o prefeito minimizou ou desconhecia o alcance das investigações em curso.
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