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Profissionais de enfermagem entram em greve no Ânima Centro Hospitalar; unidade hospitalar é uma das maiores de Anápolis e afirma que segue em negociação com a categoria
Profissionais de enfermagem entram em greve no Ânima Centro Hospitalar
23/05/2024, às 11:42 · Por Redação
A manhã desta quarta-feira, 22, começou de maneira atípica no Ânima Centro Hospitalar. Após semanas de negociações infrutíferas, 70% dos técnicos de enfermagem da unidade decidiram cruzar os braços e iniciar uma greve. A principal reivindicação é o não cumprimento do acordo firmado entre o sindicato patronal e o Ministério Público do Trabalho de Goiás (MPT-GO), que abrange mais de 126 cidades.
Em entrevista ao Portal 6, a vice-presidente do Sindicato de Enfermagem do Estado de Goiás (SIENF-GO), Eliane Castilho, detalhou as exigências da categoria. Segundo ela, os profissionais buscam condições mínimas para retornar ao trabalho. “Os trabalhadores da enfermagem do Ânima decidiram que a negociação siga, pelo menos, o acordo total da patronal, o que eles recusam. Eles querem globalizar todos os direitos e ainda pagar abaixo do piso, isso é realmente inadmissível”, afirmou.
O acordo mencionado por Eliane foi estabelecido entre a entidade que representa a classe empresarial em Goiás e o MPT-GO, e deveria ser seguido pelo Grupo Santa Lúcia, controlador do Ânima Centro Hospitalar. Eliane Castilho explicou que, apesar das concessões já feitas pela categoria, todas as propostas trazidas pela patronal têm foco na retirada de direitos. “Considerando que a gente já tem aberto mão, visto que foi uma negociação do MPT com a patronal. Todas as propostas que trouxeram para nós é de retirada de direitos, não temos condição de aceitar isso, considerando que o hospital tem sustentação”, explicou.
Os profissionais exigem que o pagamento acordado seja cumprido, com o retroativo sendo pago em parcelas: 50% na folha salarial de abril, 25% em agosto e os 25% restantes em março do ano seguinte. Os grevistas argumentam que a recusa em pagar o piso salarial não é resultado de dificuldades financeiras. O grupo Santa Lúcia, que administra seis hospitais, incluindo unidades em Brasília e no Mato Grosso, é apontado pelos profissionais como um indicador de solidez financeira. "Para eles, esse é um indício de que a recusa em pagar o piso salarial não é derivada de uma dificuldade financeira por parte da empresa", destacou Eliane.
Apesar da paralisação, a administração do Ânima Centro Hospitalar informou que continua em negociação com a categoria na tentativa de resolver o impasse. A greve dos técnicos de enfermagem afeta significativamente o funcionamento da unidade, uma das maiores e mais importantes de Anápolis.
Greve Enfermeiros Ânima Anápolis Goiás,