Matérias
Reprodução
Igor Porto Galvão, suspeito de causar a morte de Marcela Luise de Souza, diz ter sido agredido por policiais penais; situação está sendo investigada pela DGPP
Fisiculturista preso por morte de esposa alega agressão na prisão
26/05/2024, às 08:53 · Por Redação
O fisiculturista Igor Porto Galvão, de 31 anos, preso sob suspeita de agredir e causar a morte de sua esposa, Marcela Luise de Souza, em Aparecida de Goiânia, afirma ter sofrido agressões na Unidade Central Regional de Triagem do município. Segundo sua defesa, Igor relatou que recebeu socos e chineladas, sendo posteriormente medicado e levado para a enfermaria. Ele também teria sido instruído a dizer que havia caído da cama durante o atendimento médico. As declarações foram feitas à Corregedoria da Polícia Penal, acompanhadas de fotografias que mostram lesões em seu rosto e costas.
As agressões teriam ocorrido em 21 de maio, quatro dias após sua prisão. De acordo com Igor, as ameaças começaram no dia anterior e, durante a violência, um servidor teria utilizado um cano de espingarda. A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) informou ao portal Mais Goiás que abriu um procedimento administrativo para investigar a denúncia e que a área competente da instituição está acompanhando o caso.
Thiago Marçal, advogado de Igor, afirmou que seu cliente comunicou que foi agredido por quatro policiais penais. "O policial penal superintendente de Segurança, ao tomar conhecimento dos fatos, tomou todas as providências cabíveis, chamou a Corregedoria e comunicou os advogados, garantindo a segurança do detento", declarou.
O Caso
Marcela Luise de Souza foi internada em um hospital particular de Aparecida de Goiânia no dia 10 de maio, após ser levada pelo próprio companheiro, Igor Porto Galvão. Ela morreu dez dias depois devido a múltiplas agressões. Igor alegou inicialmente que a esposa se machucou ao cair com a cabeça no chão enquanto limpava a casa. Contudo, os médicos que a atenderam decidiram acionar a polícia ao constatarem hematomas incompatíveis com uma simples queda, incluindo traumatismo craniano em ambos os lados da cabeça, fraturas na clavícula e em oito costelas.
Com essas evidências, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Igor, que foi decretada e posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia. Após a morte de Marcela em 20 de maio, a delegada Bruna Coelho informou que Igor responderá por feminicídio consumado. O inquérito foi apresentado na sexta-feira, 24 de maio.
Em nota, a defesa de Igor lamentou a morte de Marcela e afirmou que continuará se pronunciando apenas em relação às investigações. Eles alegam que não há justificativa para a prisão preventiva, argumentando que Igor é nutricionista e educador físico, possui endereço fixo, é réu primário e não interferiu nas investigações. O advogado Thiago Marçal destacou que Igor colaborou com a perícia, autorizando a entrada da Polícia Civil em sua residência, e que a defesa buscará a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos severas.
Agressão Igor Porto Prisão Aparecida de Goiânia,