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Reprodução - G1 Goiás
Advogado é agredido com murros e ofensas homofóbicas após toque entre veículos; Polícia Militar afirma não haver registro de ocorrência envolvendo agente público
Briga de trânsito em Goiânia: homem agride motorista e alega ser da PM
30/05/2024, às 07:47 · Por Redação
Um advogado foi agredido durante uma briga de trânsito na Vila Santa Rita, em Goiânia, na última terça-feira, 28. De acordo com a vítima, o agressor se identificou como policial militar e proferiu ofensas homofóbicas durante a agressão, que começou após um leve toque entre os veículos no semáforo.
Câmeras de segurança registraram o momento em que os dois carros pararam e o agressor desceu armado. Ele guarda a arma na calça e inicia os ataques com tapas e murros. Em seguida, após uma breve troca de palavras, o advogado volta a ser agredido. Uma mulher que estava no carro do agressor tentou intervir, mas a violência só cessou alguns segundos depois.
Ao G1 Goiás, a Polícia Militar declarou que não há qualquer registro de ocorrência envolvendo um agente público no local e data mencionados. O agressor não foi localizado. Já o advogado, que pediu para não ser identificado, relatou que estava indo para a casa de sua irmã quando parou no semáforo e o carro deslizou levemente, encostando no veículo do agressor. "Meu carro escorregou um pouco, como quando você tira o pé e ele desce um pouquinho, mas nem bateu, só encostou”, explicou.
Ao tentar se desculpar, o advogado foi surpreendido pela reação agressiva. "Olhei para fora e disse ‘não teve nada, né amigo? Me desculpa’. Ele veio com ignorância e eu pensei que era melhor eu ir embora”, relatou. Contudo, o homem seguiu até a casa da irmã com medo de ser agredido na rua.
Ao chegar ao endereço, o advogado não teve tempo de pedir ajuda. “Ele desceu com a arma de fogo e falou ‘polícia’ e já saiu batendo”, afirmou, mencionando que o agressor se identificou como policial militar. Além disso, a vítima acredita que a agressão foi motivada por homofobia. “Ele viu meu lado gay. Ele disse ‘por isso que o mundo está desse jeito’ e me cobriu de pancadas na cabeça novamente. Então, ele também cometeu um crime de homofobia”, denunciou.
O advogado ainda afirmou que o agressor parecia estar sob efeito de drogas e gritava que ele deveria ter parado e explicado a situação. Por medo de novas agressões, a vítima ainda não havia registrado queixa à polícia, mas informou que procuraria a Delegacia Estadual de Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri) para formalizar a denúncia.
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