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Goiano Pablo Marçal, que se lança como pré-candidato, revela estratégia eleitoral e desdenha rótulo de coach

Goiano Pablo Marçal diz que não quer ser mais chamado de ‘coach’

12/06/2024, às 10:22 · Por Redação

Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", o empresário goiano Pablo Marçal, agora pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB, declarou que sua entrada na disputa eleitoral tem como objetivo principal "tirar" o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) do caminho. Boulos, atualmente líder nas pesquisas ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), tornou-se o alvo de Marçal, que também aproveitou para anunciar que não deseja mais ser chamado de coach, apesar de seu histórico de palestras motivacionais.

"Assim como já fui atendente. Ninguém chama o Lula de metalúrgico. Eu não respondo mais por isso, não faço essa função. Hoje sou CVO (Chief Visionary Officer) do nosso grupo", justificou Marçal ao ser questionado sobre a mudança de título.

Com presença digital, somando mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, Marçal indicou que sua campanha se beneficiará da visibilidade online, especialmente após ser chamado de "coach picareta" por Boulos em uma sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. "O próprio Boulos está ajudando (a divulgar). Ele está certo: sou uma picareta, no feminino, que é uma ferramenta de trabalho para remover essa pedra do caminho. Eu só entrei nessa pré-campanha para tirar ele do meio do caminho", afirmou.

Marçal demonstrou interesse em obter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para sua candidatura, apesar de Bolsonaro já ter manifestado formalmente seu apoio a Ricardo Nunes. O empresário criticou Nunes por, segundo ele, não ostentar essa aliança de forma clara. "Nunes não assume ele (Bolsonaro) porque não são compatíveis ideologicamente. Até mandei para o Bolsonaro o vídeo de uma senhora falando com o Nunes: 'não é contraditório você ter apoio do Bolsonaro?' Ele fala: 'não, eu que sou o prefeito'. O barco do Nunes não aguenta o peso do motor do Bolsonaro."

A pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no fim de maio, coloca Boulos com 24% das intenções de voto e Nunes com 23%. Em um segundo pelotão aparecem José Luiz Datena (PSDB) e Tabata Amaral (PSB), ambos com 8%. Marçal, com 7%, está tecnicamente empatado com Marina Helena (Novo, 4%) e Kim Kataguiri (União Brasil, 4%).


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