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Reprodução - Portal 6
Família de Edson Pereira de Jesus, 60, enfrenta desespero enquanto espera autorização para cirurgia urgente no abdômen
Paciente em estado crítico permanece em corredor de UPA em Anápolis aguardando transferência
13/06/2024, às 11:16 · Por Redação
Em uma luta contra o tempo, Edson Pereira de Jesus, de 60 anos, enfrenta um prognóstico sombrio enquanto espera por uma cirurgia urgente no abdômen. Segundo os médicos, ele teria apenas 24 horas para receber a intervenção necessária, caso contrário, suas chances de sobrevivência são mínimas. Desde a terça-feira, 11, a família de Edson vive momentos de angústia.
Na tarde desta quarta-feira, 12, Edson aguarda em um leito improvisado nos corredores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Alair Mafra Andrade, sem confirmação de transferência pela Central de Regulação Estadual (CRE).
João Paulo, filho do paciente, relatou ao Portal 6 que a família tem enfrentado uma jornada angustiante desde que Edson começou a sentir dores severas no abdômen há uma semana, incapaz de se mover. "No dia 3 de junho, fomos para a UPA. Eu tive que carregar meu pai porque ele não conseguia andar. Estava sem ar, nervoso, falando com o médico, e nos pediram para deixar apenas um acompanhante no consultório", contou.
Inicialmente, exames na UPA indicaram um baixo número de plaquetas e suspeita de dengue. Após uma biópsia revelar um tumor na língua, a família acreditou que o problema estivesse relacionado. Contudo, as dores de Edson aumentaram ao longo do fim de semana, levando a família de volta à UPA no domingo, 9, onde uma tomografia revelou um objeto de 13 cm no abdômen. Sem contraste, os médicos não puderam identificar do que se tratava.
"Nos mandaram para o HEANA para uma tomografia com contraste, mas lá fomos informados que não poderiam fazer o exame nem a intervenção, pois não lidavam com casos oncológicos. Voltamos à UPA sem solução", explicou João Paulo.
Desesperados, consultaram um oncologista na terça-feira, 11, que descartou a metástase e alertou sobre a urgência da situação. "Ele disse que nenhum tumor cresce tanto em cinco dias e que meu pai precisava de cirurgia urgente. Se ninguém nos encaminhasse em 48 horas, era para procurar a polícia, o Ministério Público, o que fosse necessário", contou João Paulo.
Mesmo assim, Edson permanece na fila de regulação em caráter de urgência, sem respostas concretas. "Já fizemos tudo o que podíamos. Meu maior medo é ver meu pai morrer. O que mais posso fazer?", desabafou João Paulo.
Em nota, a Prefeitura de Anápolis informou que Edson já está inserido na regulação estadual e foi avaliado pelo HEANA. A família aguarda a vaga para a cirurgia que será autorizada pela Central de Regulação Estadual (CRE).
Denúncia Saúde Paciente Anápolis Goiás,