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Goiânia, 03/04/25
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Eurípedes Júnior permanece foragido após operação da Polícia Federal, que investiga desvio de R$ 36 milhões do PROS, prende aliados e tesoureira, enquanto presidente do Solidariedade segue foragido

Eurípedes Júnior permanece foragido após operação da Polícia Federal

14/06/2024, às 09:20 · Por Redação

O presidente nacional do Solidariedade, Eurípedes Júnior, continua foragido após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Fundo do Poço na última quarta-feira,12. A ação visa apurar supostos desvios de R$ 36 milhões do antigo PROS, agora fundido ao Solidariedade, com a Justiça determinando a prisão de sete envolvidos e a execução de 45 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.

A investigação, conduzida pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), revela que os recursos desviados pertenciam aos fundos partidário e eleitoral das eleições de 2022. Durante a operação, a PF prendeu seis pessoas e apreendeu R$ 26 mil em espécie e um helicóptero adquirido com verba pública.

Entre os presos estão a primeira-tesoureira do Solidariedade, Cintia Lourenço da Silva, e os aliados de Eurípedes, Alessandro Souza da Silva, conhecido como Sandro do Pros, e Berinaldo da Ponte, ex-deputado distrital. O advogado Bruno Penna, que trabalhou na campanha do PROS em 2022, também foi preso e levado à Superintendência Regional da PF em Goiânia, onde passou por audiência de custódia.

A PF destaca que a organização criminosa, chefiada por Eurípedes Júnior, utilizou candidaturas laranjas para superfaturar serviços de consultoria jurídica, desviando recursos através de empresas de fachada, aquisição de imóveis e outros artifícios de lavagem de dinheiro.

Ao jornal O Popular, a defesa do advogado Bruno Penna condenou a prisão e classificou como um ataque à profissão. "É uma confusão que faz o Ministério Público, com uma inversão fantasiosa entre o suspeito e o advogado. A decisão acolheu essa versão, mas o Bruno é um profissional estabelecido, tem residência fixa, tem seu escritório. Enfim, não há qualquer requisito que faça ser necessária a prisão do Bruno Penna", afirmou o advogado Júlio Meirelles.

A defesa de Penna argumenta que a prisão se baseia no recebimento de honorários legítimos por serviços prestados, especificamente uma decisão do STF que manteve Eurípedes Júnior no cargo de presidente do partido, decisão proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski em agosto de 2022.

Eurípedes Júnior, ex-vereador por Planaltina, foi destituído da presidência do PROS em 2020 após acusações de Marcus Holanda e investigações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE rejeitou as contas do PROS, condenando-o a devolver R$ 2,4 milhões aos cofres públicos. A investigação apontou o uso de verba pública para benefícios pessoais, como a construção de uma piscina, reformas domiciliares, e a compra de uma máquina de polimento de pisos, além de um avião e um helicóptero.

O dirigente ficou foragido em 2018 durante a Operação Partialis, que investigava desvios de recursos federais destinados à Saúde na prefeitura de Marabá, no Pará, parte da 40ª fase da Operação Lava Jato.


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