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Goiânia, 04/04/25
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Grupo critica decisão judicial que libertou motorista acusado de homicídio sob influência de álcool

Vigilantes protestam contra soltura de motorista que atropelou colega em Goiânia

15/06/2024, às 07:52 · Por Redação

Um grupo de vigilantes se reuniu nesta sexta-feira, 14, em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás, no Setor Oeste, para protestar contra a soltura de Antônio Scelzi Netto, 25 anos, que é acusado de atropelar e matar o vigilante Clenilton Lemes Correia, 38 anos, na madrugada do último domingo, 9, na GO-020, em Goiânia. Após o acidente, Antônio fugiu sem prestar socorro e exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) detectaram a presença de álcool em seu sangue.

Os manifestantes exigem que Antônio Scelzi responda ao processo preso, argumentando que ele assumiu o risco de causar um acidente fatal ao dirigir sob a influência de álcool. “Ele tem que responder pelos atos, já que assumiu o risco de provocar um acidente fatal após dirigir sob influência de álcool", disse Assumar Borges, um dos manifestantes, ao portal Mais Goiás.

Antônio Scelzi foi inicialmente preso, mas foi solto dois dias depois, quando o desembargador Ivo Favaro decidiu que ele poderia responder ao processo em liberdade. A defesa de Scelzi argumentou que a prisão preventiva violava o Código de Processo Penal Brasileiro. Antes disso, sua prisão em flagrante havia sido convertida em preventiva pela juíza Ana Carla Veloso Magalhães, que ressaltou que dirigir sob efeito de álcool configura dolo, ou seja, crime intencional.

A delegada Ana Claudia Stoffel, responsável pela investigação, afirmou que Antônio Scelzi se recusou a fazer o teste do bafômetro e só realizou o exame de sangue cinco horas após o crime, pois fugiu e se escondeu em um galpão de propriedade do pai. “Mesmo assim, exames constataram influência de álcool no sangue”, destacou a delegada. A defesa de Scelzi, que inicialmente alegou que ele não havia bebido antes de dirigir, teve seu argumento contestado por um amigo do motorista, que afirmou ter consumido bebidas alcoólicas com ele na noite do ocorrido.

A defesa de Antônio Scelzi declarou que entrou em contato com os parentes de Clenilton Lemes Correia para prestar apoio necessário, tentando mitigar as consequências do trágico acidente. No entanto, a decisão de libertar Scelzi continua a ser alvo de críticas severas por parte dos manifestantes e da comunidade, que clamam por justiça e uma resposta mais rigorosa às ações do motorista.

O grupo de vigilantes prometeu continuar os protestos até que a decisão seja revisada e que Antônio Scelzi seja detido novamente. Eles buscam não apenas justiça para Clenilton Lemes Correia, mas também um exemplo de responsabilidade e seriedade no trato com crimes de trânsito envolvendo álcool.


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