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Manifestação busca defender os direitos das mulheres e pressionar contra a aprovação do projeto que endurece penas para aborto após a 22ª semana de gestação
Entidades políticas protestam contra PL do aborto em Goiânia
16/06/2024, às 09:50 · Por Redação
A Praça Universitária em Goiânia foi palco neste sábado, 15, de uma manifestação em repúdio ao Projeto de Lei nº 1904/24, que propõe o endurecimento das penas para casos de aborto realizados após a 22ª semana de gestação. Caso aprovado, o projeto equiparará a penalidade do aborto à de homicídio, superando a punição para casos de estupro. O objetivo do ato foi defender os direitos das mulheres e pressionar os legisladores a rejeitar o projeto.
Diversas entidades promoveram o evento, incluindo a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB Goiás), a ONG Mulheres na Comunicação, o bloco Não é Não, o grupo de apoio Indique Uma Mana, o Movimento de Meninos e Meninas de Rua de Goiás, o Núcleo de Estudos e Pesquisa Sobre Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Movimento Agô, o Movimento Olga Benário e o Fórum Goiano Pelo Fim das Violências e Exploração Sexuais Infanto-juvenil.
A concentração do protesto começou às 9h na Praça Universitária, de onde os participantes seguiram em marcha até a Praça Cívica. Durante o percurso pela Avenida Universitária, foram colados lambes artísticos com informações sobre o tema. Cerca de 1.000 pessoas participaram do ato, que terminou com uma assembleia na Praça Cívica, onde os organizadores se pronunciaram sobre a importância da mobilização e os perigos representados pelo projeto de lei.
Representantes das entidades envolvidas destacaram a urgência da luta pelos direitos reprodutivos das mulheres. "Estamos aqui para dizer que não aceitaremos retrocessos nos direitos conquistados. Este projeto de lei é um ataque direto à autonomia das mulheres e precisa ser rejeitado", afirmou uma das organizadoras.
O ato de Goiânia faz parte de uma série de manifestações que vêm ocorrendo em várias partes do país, unindo diferentes movimentos em defesa dos direitos das mulheres. A pressão popular tem como objetivo sensibilizar os parlamentares sobre a gravidade das implicações do PL nº 1904/24 e evitar que ele se torne lei.
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