Matérias
Divulgação
Estudo foi feito com dados entre 1985 e 2021
Solo de Goiânia está mais fraco devido urbanização, aponta MapBiomas
19/06/2024, às 13:04 · Por Redação
Cerca de 900 mil toneladas de carbono total foram perdidas do solo de Goiânia nos últimos 36 anos, em amostras verificadas por imagens de satélite a até 30 centímetros de profundidade. O estudo é feito pela organização MapBiomas e registra dados de 1985 a até 2021 de carbono total no solo de todo o Brasil.
No ano inicial dos dados, a capital goiana tinha em seu solo 3,3 milhões de toneladas de carbono, enquanto que em 2021 foi registrada a presença de 2,4 milhões de toneladas. Em todo o Estado de Goiás, em 1985 eram 1,5 bilhão de toneladas e em 2021 o número verificado foi de 1,6 bilhão. Para se ter uma ideia, em todo o Brasil a quantidade de carbono no solo era de 37,6 bilhões de toneladas em 1985, número que se manteve até 2021.
No País, no entanto, houve queda na quantidade de carbono entre 1985 e 1998, quando chegou a ser registrada 36,7 bilhões de toneladas da substância no solo. Desde então, houve crescimento do dado, voltando ao patamar inicial. Porém, o número chegou a atingir 37,7 bilhões de toneladas entre 2014 e 2015, voltando a 36,7 bilhões em 2016, que se mantém.
Em Goiânia, por outro lado, o índice sempre foi de queda desde meados da década de 1980. Na capital, a maior parte do território (52,45%) possui entre 60 e 70 toneladas de carbono por hectare e só 2,4% da área total da cidade tem mais de 80 toneladas da substância por hectare. Estes números indicam a quantidade de carbono (em toneladas) que em algum momento foi retirada da atmosfera que está atualmente armazenada nesta camada do solo.
A coordenadora da equipe Solo do MapBiomas, Taciara Zborowski Horst, afirma que com estes dados é possível definir estratégias de gestão e políticas públicas eficientes para diversos setores econômicos, como agricultura e pecuária. "A medição do carbono no solo revela, por exemplo, a eficácia das práticas de manejo da terra em aumentar ou diminuir os estoques de carbono, indicando o impacto dessas práticas na saúde do solo e na biodiversidade", acrescenta.
Solo Carbono Goiânia