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Decisão de exonerar quase dois mil servidores gerou forte repercussão negativa e levou o prefeito Rogério Cruz a reconsiderar a medida apenas um dia após sua publicação
Após críticas, Rogério Cruz revoga decreto que demitia 2 mil servidores comissionados
09/10/2024, às 09:17 · Por Redação
O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Solidariedade), recuou nesta terça-feira, 8, e revogou o decreto que exonerava 1.952 servidores comissionados da administração municipal. A medida, tomada logo após sua eliminação no primeiro turno das eleições de 2024, gerou grande polêmica e pressão pública, levando o prefeito a reconsiderar sua decisão apenas um dia depois de a demissão em massa ter sido oficializada no Diário Oficial do Município.
O decreto, publicado na noite de segunda-feira, 7, logo após Cruz ter obtido apenas 3,14% dos votos no pleito do último domingo, impactava todas as secretarias e autarquias de Goiânia. Entre os exonerados estavam nomes do alto escalão, como do secretário-executivo da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Eduardo Vinicius Peixoto, do secretário extraordinário da Secretaria de Modernização e Gestão de Projetos, Wesley Kennedy, e do secretário dos Conselhos da Secretaria de Desenvolvimento Humano Social (Sedhs), Jorge da Silva Pereira.
A decisão foi interpretada por muitos como uma retaliação política, possivelmente motivada pelo baixo engajamento de parte dos servidores durante a campanha eleitoral de Cruz, o que teria contribuído para seu fraco desempenho nas urnas. No entanto, a ação gerou uma reação imediata de sindicatos, vereadores e setores da sociedade, que criticaram a medida como precipitada e com potencial de paralisar serviços essenciais, como saúde e educação.
Na área da saúde, por exemplo, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) especializada em atendimento veterinário ficou praticamente sem equipe, e os servidores, mesmo demitidos, continuaram a trabalhar voluntariamente nesta terça-feira para manter os atendimentos. A demissão de assessores de comunicação de várias secretarias também foi destacada como um reflexo da falta de planejamento da ação.
Com a crescente pressão e o temor de que o decreto causasse desorganização na máquina pública, o prefeito decidiu voltar atrás. Em uma edição extraordinária do Diário Oficial, Rogério Cruz revogou o decreto e justificou a mudança de postura como necessária para garantir a “estabilidade e continuidade dos serviços públicos”. Segundo o prefeito, sua intenção inicial era “reorganizar a estrutura administrativa”, mas ele reconheceu que a medida precisava ser reconsiderada para evitar prejuízos à população.
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