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Goiânia, 03/04/25
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Presidente da Câmara de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza, diz entender que o aumento pode ser visto como uma questão sensível para a sociedade, mas faz parte das atribuições da Casa

Vereadores de Aparecida de Goiânia discutem aumento salarial para a próxima legislatura

08/11/2024, às 07:32 · Por Redação

A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia se prepara para debater, a partir da próxima semana, um projeto que pode elevar o salário dos vereadores na próxima legislatura, com reajuste previsto para até R$ 26 mil mensais. A discussão começou na última quarta-feira, 5, e, de acordo com o presidente da Casa, André Fortaleza (PL), a proposta já conta com o apoio unânime dos 25 eleitos para o próximo mandato, que se inicia em janeiro de 2025. O tema, entretanto, enfrenta resistência nos bastidores por parte de alguns vereadores que, por não terem sido reeleitos, não se beneficiariam da medida.

Para que o reajuste entre em vigor no próximo ano, o projeto precisa ser aprovado ainda em 2024, cumprindo o princípio da anualidade. Dos atuais 25 parlamentares, 18 não estarão na nova legislatura: 14 tentaram, sem sucesso, a reeleição, e outros quatro optaram por não se candidatar novamente. "Esse assunto está sendo discutido internamente, mas ainda não há uma decisão final. Alguns vereadores que não foram reeleitos demonstraram resistência, mas o apoio é unânime entre os novos eleitos", afirmou André Fortaleza ao jornal O Popular.

Atualmente, os vereadores de Aparecida recebem R$ 18 mil mensais, e o reajuste proposto poderia alcançar até 75% do subsídio dos deputados estaduais, que será de R$ 34,7 mil a partir de janeiro. Com essa base, o valor máximo discutido chegaria a R$ 26 mil. "Ainda estamos avaliando as porcentagens e não temos um valor exato. A conversa sobre esse tema está apenas começando, e o teto não é necessariamente o nosso objetivo", explicou o presidente, reforçando que o debate sobre o aumento continuará na próxima terça-feira, 12.

A renovação da Câmara na eleição de 6 de outubro trouxe 72% de novos nomes, com apenas sete parlamentares reeleitos: André Fortaleza, Camila Rosa (UB), Edinho Carvalho (MDB), Gilsão Meu Povo (MDB), Gleison Flávio (PL), Isaac Martins (UB) e Roberto Chaveiro (PP). Entre os partidos, o MDB ficou com a maior bancada, elegendo seis representantes, seguido pelo PL, com quatro, e o União Brasil, com três. Partidos como PRD, Podemos, PT, e outros, elegeram um vereador cada.

Embora o projeto de reajuste tenha encontrado apoio entre os eleitos, o grupo enfrenta disputas internas para a presidência da Câmara, que está entre Gilsão Meu Povo e Tatá Teixeira (UB), ambos da base do prefeito eleito, Leandro Vilela (MDB). Vilela, que teve reuniões recentes com os dois candidatos, ainda não se posicionou sobre quem apoiará para o comando da Casa.

Enquanto a proposta de aumento salarial avança, a Câmara também se depara com o desafio de equilibrar questões orçamentárias e políticas em um contexto de renovação, o que pode gerar desgaste, segundo reconheceu André Fortaleza. "Entendo que o aumento pode ser visto como uma questão sensível para a sociedade, mas faz parte das atribuições da Casa", afirmou o presidente, ao destacar que o diálogo sobre o projeto será transparente.


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