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Oficial do Exército lotado em Goiânia, o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo foi preso no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 20
Plano de golpe com características terroristas surpreende Exército; oficial de Goiânia está entre os presos
20/11/2024, às 10:31 · Por Redação
A prisão do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, oficial do Exército lotado em Goiânia, causou surpresa entre as Forças Armadas. Azevedo foi preso no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 19, durante a Operação Contragolpe da Polícia Federal (PF), que revelou um plano minucioso para um golpe de estado com características de terrorismo. Segundo apurações do jornal O Globo, ele teria participado de um esquema que incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Azevedo, que integra o Comando das Forças Especiais, estava no Rio sob a justificativa de acompanhar o planejamento de segurança do encontro do G20 e participar de uma formatura militar. Além dele, outros militares e ex-militares foram alvos da operação. O general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário da Presidência no governo Bolsonaro, também está sob investigação, assim como outros oficiais já afastados ou monitorados, como o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira e o capitão Lucas Guerellus.
Documentos apreendidos pela PF detalham uma operação clandestina chamada “Copa 2022”, que utilizava codinomes para as vítimas: Lula era “Jeca”, Alckmin, “Joca”, e Moraes, “Juca”. O plano incluía reconhecimento operacional de locais frequentados pelas autoridades, análise de suas equipes de segurança e armamentos como pistolas, fuzis, metralhadoras, lança-granadas e munições não rastreáveis.
A execução da operação estava prevista para dezembro de 2022, antes da posse de Lula, com duração estimada de oito horas. Os responsáveis consideravam “danos colaterais” como admissíveis, inclusive mortes adicionais além das dos alvos principais. Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes, que autorizou as prisões, afirmou que as ações “tinham a finalidade de impedir a posse do governo legitimamente eleito e restringir o livre exercício da democracia e do Poder Judiciário brasileiro”. O Exército, em nota, garantiu apoio às investigações da PF.
O esquema veio à tona poucos dias após um atentado suicida em Brasília e no contexto do G20 no Brasil, reforçando preocupações com a segurança nacional. Além disso, a operação coincide com um novo depoimento do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, coronel Mauro Cid, que teria fornecido provas decisivas sobre o envolvimento de militares no plano.
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