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Com instalação dos radares em andamento, retomada das autuações depende da conclusão do novo Centro de Controle Operacional
Fiscalização eletrônica em Goiânia só voltará a multar em abril
11/02/2025, às 09:35 · Por Redação
A fiscalização eletrônica em Goiânia só voltará a registrar infrações de trânsito a partir de abril, quando o novo Centro de Controle Operacional (CCO) estiver concluído. Desde junho de 2024, os radares e lombadas eletrônicas foram retirados das vias devido ao fim do contrato com a empresa Eliseu Kopp, o que resultou em uma redução significativa no número de multas aplicadas.
A retomada do monitoramento ocorre após a homologação de uma licitação realizada na gestão anterior. No entanto, as autuações por avanço de sinal e excesso de velocidade só poderão ser realizadas após a entrega da central de controle, que funcionará na sede da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET). O projeto faz parte do terceiro lote da licitação, vencido pelo Consórcio Anhanguera, liderado pela empresa Labor Engenharia e Tecnologia, com sede em Aparecida de Goiânia. O investimento para a construção do CCO, conforme o jornal O Popular, é de R$ 32.393.712,23.
A nova licitação dividiu Goiânia em duas áreas, separadas pelo eixo da BR-153, Avenida Universitária e Avenida Castelo Branco. O Consórcio Anhanguera será responsável pela área sul da cidade, enquanto o Consórcio Fiscaliza Gyn, liderado pela empresa Velsis Sistemas e Tecnologia, ficará com a fiscalização da área norte.
Os equipamentos começaram a ser instalados em diversos pontos da cidade. Na área sul, os radares já estão em funcionamento em locais como a Avenida Laguna, no Parque Amazônia, e a Avenida Guarapari, no Jardim Atlântico. Já na região norte, oito pontos contam com fiscalização, incluindo a Avenida Perimetral Norte, no Setor Cândida de Moraes, e a Alameda das Rosas, no Setor Oeste. Outros locais ainda receberão os postes e radares nos próximos meses.
Os contratos preveem um custo total de R$ 242,8 milhões pelos serviços de fiscalização. O lote 1, referente à área sul, terá um custo de R$ 117,4 milhões pelos próximos cinco anos. Já o lote 2, da área norte, está orçado em R$ 93 milhões para o mesmo período.
Com a ausência da fiscalização eletrônica, o número de autuações em Goiânia caiu drasticamente. Em janeiro de 2025, foram registradas 25.752 infrações, principalmente por estacionamento irregular sobre faixas de pedestres e ciclovias. No mesmo mês do ano passado, quando os radares ainda estavam operantes, as infrações somaram 95.969, sendo 44.855 apenas por excesso de velocidade em até 20% acima do limite permitido.
Antes da retirada dos radares, a média mensal de autuações na cidade ultrapassava 90 mil. Com a desativação dos equipamentos, o maior número de infrações registradas em um mês foi de 34,5 mil, em novembro de 2024.
A SET informou que as empresas responsáveis pela fiscalização estão agilizando a instalação dos equipamentos e que, após a implantação, os radares passarão por inspeção e aferição. O prazo contratual para conclusão do projeto é de 12 meses, mas as concessionárias estimam concluir o serviço em seis meses.
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