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Gestão de Rogério Cruz deixou de repassar R$ 10 milhões ao Hospital Araújo Jorge; déficit total chega a R$ 62 milhões; Moacir classifica atraso como desvio de recursos públicos
Gestão de Rogério Cruz deixou de repassar R$ 10 milhões ao Hospital Araújo Jorge, diz vice-presidente
14/02/2025, às 10:24 · Por Redação
A gestão de Rogério Cruz (Solidariedade) em Goiânia não repassou mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares ao Hospital de Câncer Araújo Jorge (ACCG), segundo o vice-presidente da unidade, Paulo Moacir de Oliveira. O total das pendências financeiras chega a R$ 62,2 milhões, incluindo valores de produção não pagos.
“Desvio de recurso público. Esse é o termo que deve ser usado”, afirma Moacir, destacando que as emendas, de uso obrigatório para o fim indicado, não chegaram ao hospital. Ele relata tentativas infrutíferas de resolver o impasse junto à Secretaria Municipal de Saúde durante a gestão Cruz.
Em nota, a antiga gestão alegou ter executado 90% das emendas municipais e atribuiu a demora nas emendas federais a procedimentos específicos.
Levantamento do jornal Opção mostrou que, entre 2021 e 2023, Goiânia deixou de executar um terço das emendas federais, enquanto Aparecida alcançou 94% de execução. Essa ineficiência contribuiu para a intervenção estadual na saúde municipal em dezembro passado.
Moacir ressaltou que as emendas são essenciais para cobrir déficits gerados pela defasagem da tabela SUS. “Elas ajudam a fechar as contas, pois o SUS paga abaixo do custo real do tratamento”. Embora a atual gestão de Sandro Mabel (UB) esteja em dia, ele alerta para o risco de cortes em atendimentos, com redução de 1.000 para 600 cirurgias oncológicas mensais caso o passivo não seja quitado.
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