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Ricardo Campos Parreiras, condenado a nove anos e quatro meses de prisão por estuprar um jovem em Nova Crixás, foi detido pela Polícia Militar em Aruanã
Padre condenado por estupro é preso em Goiás após anos de processo
15/02/2025, às 14:41 · Por Redação
O padre Ricardo Campos Parreiras, condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) por estuprar um jovem em Nova Crixás, região norte do estado, foi preso na manhã deste sábado, 15, em Aruanã, no noroeste goiano. A Polícia Militar de Goiás (PM-GO) cumpriu o mandado de prisão e o conduziu ao hospital para exames médicos antes de entregá-lo à Polícia Penal de Mozarlândia, onde ele permanece à disposição da Justiça.
Condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, o padre havia respondido ao processo em liberdade desde a denúncia inicial, em 2017. O caso ganhou repercussão após o jovem João Victor Canelas de Accioly, hoje com 24 anos, relatar ter sido vítima de abuso sexual na Casa Paroquial de Nova Crixás, onde estava hospedado durante uma viagem missionária com o avô.
Em entrevista à TV Anhanguera, João Victor expressou alívio com a prisão do padre. "É uma sensação de alívio tremenda porque são anos atrás de botar o Ricardo atrás das grades. Passei por vários momentos de depressão, larguei a faculdade, fui demitido de um emprego porque não conseguia render realmente no trabalho. Minha cabeça só pensava nisso. Com muito apoio psicológico, de amigos e familiares, a gente consegue se reestabelecer e botar a vida para seguir", disse.
Relembre o caso
O crime ocorreu em fevereiro de 2017, quando João Victor, então com 18 anos, viajou com o avô para Nova Crixás. Durante a estadia, ele ficou hospedado na casa do padre por cinco dias. Em depoimento, o jovem relatou que, na última noite, após sair do banho, foi chamado pelo padre para uma conversa na sala. "Ele puxou assuntos sexuais, e eu estava incomodado. Ele me ofereceu um suco de uva, e eu aceitei. Acho que ele colocou alguma droga no suco", contou.
João Victor afirmou que, após ingerir o suco, começou a sentir os efeitos da suposta substância e que o padre se aproximou fisicamente. "Ele pegou três vezes em meu órgão genital e depois me mandou ir para o quarto, dizendo para trancar a porta. Só lembro de acordar no outro dia com o short folgado e todo molhado. Tenho certeza de que fui drogado e estuprado por ele", lamentou.
O caso foi denunciado ao Ministério Público do Rio de Janeiro, onde o jovem mora, e posteriormente encaminhado à Comarca de Nova Crixás. O padre chegou a ser preso temporariamente após a denúncia, mas respondeu ao processo em liberdade até a condenação definitiva em 2023.
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