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PT de Goiás buscará aliança com partidos que apoiem Lula em 2026
18/02/2025, às 10:06 · Por Redação
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Goiás está disposto a firmar alianças com qualquer legenda que se comprometa a apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A sigla, que integra a chamada frente democrática, pretende ampliar as articulações para garantir um palanque sólido no estado.
Segundo fontes internas informaram ao jornal Opção, o partido tem mantido conversas para definir os rumos da disputa pelo governo estadual e a composição da base de apoio à candidatura presidencial de Lula. “Temos posição para começar a tomar essa decisão. Estamos dispostos a conversar com toda e qualquer liderança política de Goiás que se dispõe a discutir nosso projeto”, declarou um interlocutor petista.
Embora haja possibilidade de o PT lançar um nome ao governo estadual para consolidar um palanque forte, a legenda não descarta compor com siglas que possam ampliar as chances de vitória. “Vamos buscar o que queremos para fortalecer a candidatura do presidente Lula. O partido tem colhido os frutos do que foi semeado nos últimos anos, e acredito que Lula estará em uma posição privilegiada em 2026”, afirmou um membro da legenda.
Nos bastidores, parlamentares petistas na Assembleia Legislativa de Goiás avaliam os possíveis cenários para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas. “Lula vai ter candidato em Goiás e quer vencer aqui. Agora, quem será esse nome é que ainda está em aberto. Mas não é o Marconi”, afirmaram.
O partido observa com cautela uma possível coalizão com o MDB de Daniel Vilela, vice-governador de Goiás, mas o futuro da candidatura de Ronaldo Caiado (UB) à presidência pode ser um fator decisivo. “Se Caiado não for candidato a presidente, existe possibilidade de composição, pois Daniel não teria compromisso de apoiar outro nome nacionalmente”, avaliam.
Marconi Perillo
Apesar da resistência interna, o nome do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ainda surge como opção para um acordo eleitoral. Entretanto, petistas acreditam que ele precisaria romper com aliados bolsonaristas, como Jardel Sebba e Jaime Rincon, para que qualquer conversa avance.
Marconi, que em 2022 adotou um discurso voltado à direita sem sucesso eleitoral, teria dificuldades em formar alianças estratégicas no estado. Diante desse cenário, lideranças petistas enxergam nele um possível aliado caso a construção de uma frente progressista avance. “O PSDB de Marconi não tem muita margem para alianças no estado, exceto conosco, que buscamos consolidar uma frente de centro-esquerda”, revelou um petista.
A hipótese de um acordo envolveria uma chapa encabeçada por Marconi Perillo ao governo, com um vice do PSB – possivelmente Elias Vaz – ou do próprio PT, com nomes como o vereador Edward Madureira. Para o Senado, Rubens Otoni seria um dos candidatos, enquanto a segunda vaga poderia ser de Jorge Kajuru (PSB), embora a rivalidade histórica entre ele e Marconi ainda seja um entrave.
Apesar dos diálogos já iniciados, o PT não pretende anunciar oficialmente suas movimentações neste momento. A sigla avalia o futuro do PSDB e mantém conversas discretas para garantir que qualquer composição atenda aos interesses do partido e fortaleça a candidatura de Lula em Goiás.
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