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Goiânia, 04/04/25
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Cada cidade começa o carnaval em uma data diferente. Cultura é coisa séria e cada local tem a sua

Coluna do Pablo Kossa: Bloquinhos de Carnaval deixam Goiânia muito mais legal

21/02/2025, às 14:28 · Por Pablo Kossa

Todo ano reitero o quão fantástico é morar num país que lhe dá quatro dias para a mais completa esbórnia. E ainda é complacente ao presentear o trabalhador com meio expediente de feriado na quarta-feira para que todos se recuperem da ressaca. Que dádiva. Tristes povos são os que não têm o privilégio de ostentar o carnaval em sua folhinha.

 

Cada cidade começa o carnaval em uma data diferente. Cultura é coisa séria e cada local tem a sua. Em Salvador e no Rio de Janeiro teve início no Réveillon. Aqui em Goiânia, o pontapé é amanhã. O sábado anterior ao final de semana de feriado emendado é o start real da festança goianiense. E o responsável por criar essa tradição é o Carnaval dos Amigos.

 

Depois da decadência dos bailes de clube, a folia goianiense significava estrada. Por muitos anos, todo mundo queria saber onde você passaria o feriadão, já dando de barato que ficar em Goiânia não era uma opção. Exatamente por essa característica de curtir os dias de folguedo em outra cidade que o Carnaval dos Amigos surgiu no sábado anterior ao feriado em si.

 

A coisa pegou. E pegou tanto que o Carnaval dos Amigos cresceu, tretou e se pulverizou. Tudo certo, é da vida. O que importa de verdade é que a semente plantada germinou bonita e agora dá frutos em toda Goiânia.

 

O símbolo desse novo momento carnavalesco em Goiânia é justamente a profusão dos bloquinhos. Pra tudo quanto é lado da cidade tem uma aglomeração. O que não falta é samba, suor e cerveja. Ainda bem.

 

Se você não está ligado, há farta programação legal na cidade até a Quarta-Feira de Cinzas. Para todos os gostos e bolsos. Tem programação de rua totalmente free, tem blocos em restaurantes chiques que custam os olhos da cara. Tem cinema cabeçudo, tem jogo de futebol. Tem samba, tem funk, tem rock, tem sertanejo. E pra quem não gosta da balbúrdia, as igrejas estão aí com seus acampamentos e outras programações. Se gente ao redor lhe provoca fobia, os livros são companhia perfeita para horas e horas de ócio.

 

Na boa, pra reclamar do Carnaval tem que ser tipo militante do Novo: muito ruim da cabeça ou doente do pé.


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