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De 2000 a 2022, o porcentual da população que tem diploma subiu de 4,8 para 18%, segundo o Censo Demográfico de 2022
Índice de pessoas com nível superior chega a quase 20% em Goiás nas últimas duas décadas, diz IBGE
27/02/2025, às 15:36 · Por Redação
Em duas décadas, o total de concluintes no ensino superior quadruplicou em Goiás, passando de 4,8% em 2000 para 18% em 2022.
Os dados são do módulo educação do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26) e que mostram maior quantitativo de alunos formados nos cursos das áreas voltadas à gestão e administração, formação de professores e Direito. O porcentual do Estado, contudo, ainda é menor do que a média nacional, de 18,4%.
Em 2000, o Censo contou 120,5 mil pessoas graduadas com 25 anos ou mais em Goiás. Em 2010, havia 356,6 mil residentes no Estado com a etapa finalizada -- 10,3% do total, um aumento de mais de cinco pontos percentuais em dez anos. Já em 2022, tinham feito a graduação 879,2 mil. Ao mesmo tempo, os indicadores relativos a pessoas sem ensino fundamental ou médio concluído caíram drasticamente (veja quadro ao lado). No comparativo da população com mais de 25 anos por nível de instrução no Estado, os dados mostram que 66,2% não tinham nem mesmo o ensino fundamental em 2000, porcentual que caiu para 49,9%, em 2010, e para 35% em 2022. Considerando também a educação básica não concluída, o percentual sai de 79,1%, em 2000, para 65% e 49,8% em 2010 e 2022, respectivamente. No caso do ensino médio completo, o índice era de 15,7% em 2000 e subiu para 24,4% em 2010. Já em 2022, a porcentagem chegou a 32,2%.
Os dados do Censo 2022 apontam ainda que, em Goiás, da população com 18 anos ou mais com nível superior de graduação concluído, metade é branca. Em seguida, estão as pessoas pardas (42,4%), pretas (6,9%), amarelas (0,5%) e indígenas (0,1%). Vale destacar, contudo, que a população parda é justamente a maior em Goiás, abrangendo 53,2% dos habitantes. Logo depois, vêm as pessoas brancas (36,2%) e pretas (10,1%). Amarelas e indígenas correspondem, respectivamente, a 0,3% e 0,2%. Odontologia é o curso com maior predominância da população branca, com 68,5% dos formados. E Medicina vem logo em seguida, com 68,4%. Já no caso da população parda, predomina a área voltada à formação de professores, com 48,4%. Considerando gênero, as engenharias contam com maior prevalência do público masculino, contabilizando 94% desse total, sendo que para a formação de professores, é o oposto, com o público feminino dominando com 94,5%. Considerando as duas maiores áreas de formação já citadas, como gestão e administração e Direito, brancos têm o maior percentual de formados, com 57% e 48,2%, respectivamente.
Goiás Ensino Superior IBGE