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Alex Malheiros
Prefeito Sandro Mabel apresenta plano de reestruturação da Comurg aos vereadores de Goiânia, em reunião no Paço Municipal
Mabel apresenta plano para reformulação da Comurg e defende independência financeira
12/03/2025, às 09:52 · Por Redação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), reuniu-se com vereadores da base aliada para apresentar um plano de reformulação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Durante o encontro, Mabel destacou que a meta é transformar a empresa em uma entidade independente e financeiramente sustentável.
Para viabilizar a reformulação, a Prefeitura pretende realizar um aporte financeiro de R$ 190 milhões. No entanto, parte dos vereadores acredita que a medida precisa passar pela aprovação da Câmara Municipal. O Paço, por sua vez, argumenta, com base em instrução do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que a Comurg é dependente da gestão municipal e, portanto, não haveria impedimentos para a transferência direta dos recursos.
Mabel reforçou que a economia gerada pela companhia nos últimos meses justifica o aporte. “A Prefeitura não pega dinheiro daqui para colocar na Comurg. A economia que a Comurg fez nesses quase três meses do ano é o valor do aporte. Se não houvesse ajuste, não teríamos essa economia. Então, utilizamos esses R$ 30 milhões, fazemos o aporte para que possamos economizar mais ainda e, a partir do ano que vem, ela tem R$ 30 milhões a menos de custo”, explicou o prefeito.
A proposta é que a empresa pública se sustente financeiramente com a economia já realizada e amplie suas fontes de receita. Segundo Mabel, um plano comercial está pronto para que a Comurg ofereça serviços em outras cidades.
A reunião ocorreu a portas fechadas e contou com a presença de 29 vereadores, incluindo apenas parlamentares da base aliada e os quatro vereadores do PL, que mantêm uma postura independente. Os três representantes do PT e a vereadora Aava Santiago (PSDB) não participaram do encontro.
O presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), afirmou que há um entendimento de que o projeto não precisa passar pelo Legislativo, mas que não há consenso sobre o tema. “É complicado falar pela Câmara, porque são 37 vereadores e cada um tem um entendimento. Mas o que há nesse momento é que, de fato, não precisa de um projeto na Câmara. Isso, obviamente, acarreta outras considerações, pois a fiscalização sobre a gestão municipal e a Comurg será ainda mais incisiva. Agora, contratos e demissões da companhia passam a constar no Diário Oficial”, explicou Policarpo.
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