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Goiânia, 04/04/25
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Justiça mantém prisão de acusados de lesionar pacientes em clínica, Karine Gouveia e marido

Justiça mantém prisão preventiva de Karine Gouveia e marido por lesões em pacientes

14/03/2025, às 09:37 · Por Redação

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Karine Giselle Gouveia, influenciadora digital, e de seu esposo, Paulo César Dias Gonçalves, após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 13. O casal é acusado de causar lesões em pacientes de sua clínica de estética em Goiânia, supostamente utilizando substâncias proibidas, como óleo de silicone, em procedimentos faciais.

A juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães determinou que ambos sejam encaminhados ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Além disso, ordenou que o Conselho Tutelar verifique a alegação de Karine sobre a "maternidade de criança menor de 7 anos", visando assegurar o bem-estar do(s) menor(es) envolvido(s).

A nova prisão ocorreu na quarta-feira, 12, baseada em suspeitas de que o casal continuava comercializando produtos ilícitos pela internet e tentava obstruir as investigações. O delegado Daniel José de Oliveira, da 4ª Delegacia Distrital de Goiânia, afirmou que "as provas já colhidas indicam que os investigados usaram diversas manobras para embaraçar as investigações, como a subcontratação de advogados para acompanhar e manipular as declarações dos demais investigados". Ele acrescentou que "eles também desrespeitaram uma determinação judicial e continuaram vendendo, pela internet, os medicamentos".

A defesa de Paulo César classificou a prisão preventiva como "uma decisão absurda, que não se sustenta juridicamente". Afirmou ainda que "o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ), através da ministra Daniela Teixeira, já disse que, neste caso, é desproporcional e desnecessária, portanto, ilegal". A defesa alega que Paulo César cumpria integralmente as medidas cautelares impostas anteriormente e que as novas acusações são "falácias e narrativas na tentativa de induzir a erro o Poder Judiciário". Informou também que recorrerá às instâncias superiores, incluindo o STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF), para reverter a decisão.

Anteriormente, o casal havia sido preso temporariamente por 30 dias no final do ano passado, permanecendo quase dois meses detido antes de ser liberado no início de fevereiro. Até o momento, a Polícia Civil já ouviu 60 pacientes da clínica, que apresentaram laudos comprovando lesões decorrentes dos procedimentos estéticos. Muitos desses pacientes alegam que substâncias proibidas, como o PMMA, foram aplicadas em seus rostos sem o devido conhecimento.

As investigações prosseguem, e a polícia solicita que pacientes que tenham sofrido lesões após procedimentos na clínica realizem novos exames para identificar as substâncias aplicadas.


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