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Goiânia, 04/04/25
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Deputado de Goiás Gustavo Gayer, que atacou a ministra Gleisi Hoffmann, ameniza discurso após ser alvo de representação

Gayer recua após denúncia ao Conselho de Ética e críticas a Alcolumbre

14/03/2025, às 10:16 · Por Redação

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) recuou no tom de suas declarações nesta quinta-feira, 13, um dia após ser denunciado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP). A representação contra o parlamentar foi motivada por uma série de publicações ofensivas feitas por Gayer contra a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em razão de uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante da possibilidade de um processo que pode levar à cassação do seu mandato, Gayer afirmou ter sido o “único parlamentar de direita que saiu em defesa da ministra” e alegou que seu objetivo era apenas denunciar a “hipocrisia da esquerda” no que se refere à defesa dos direitos das mulheres. O deputado disse ainda que "jamais quis ofender ou depreciar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre".

Após a repercussão negativa e a ameaça de sanções, Gayer tentou afastar Alcolumbre do centro da polêmica e adotou um tom mais moderado. "Caso o presidente Alcolumbre tenha se sentido ofendido, quero deixar bem claro que minhas críticas não se referiam a ele, mas sim ao Chefe do Poder Executivo em razão de sua atitude desrespeitosa para com uma de suas Ministras", justificou o deputado.

Ao final de sua manifestação, o parlamentar afirmou ter "plena consciência de que não pratiquei nenhum crime ou ato ilícito em desfavor de qualquer pessoa, tendo exercido tão somente o direito à liberdade de expressão, guiado pelo senso de Justiça".

Publicações
A polêmica começou após uma declaração do presidente Lula durante uma reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre. Na ocasião, Lula disse que nomeou Gleisi Hoffmann como ministra das Relações Institucionais para melhorar a relação do Palácio do Planalto com o Congresso.

"Eu quero mudar, restabelecer a relação com vocês [Congresso]. Por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra das Relações Institucionais. É que eu não quero mais ter distância entre vocês", declarou o presidente.

A fala gerou reações imediatas e foi alvo das críticas de Gustavo Gayer, que fez publicações duras nas redes sociais, comparando a situação à ação de um “cafetão oferecendo sua funcionária em uma negociação entre gangues”. O deputado também mencionou Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara e companheiro de Gleisi Hoffmann, questionando se ele "ficaria calado" diante do que chamou de humilhação.


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