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Goiânia, 03/04/25
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MP reconhece falta de provas contra ex-prefeito de Senador Canedo Divino Lemes e esposa, Laudeni Lemes, que foram alvos de operação meses antes da eleição

Justiça arquiva investigação contra Divino e Laudeni Lemes após reconhecimento de inocência

22/03/2025, às 09:49 · Por Redação

Seis meses após as eleições municipais de 2024, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) reconheceu que não há provas contra o ex-prefeito de Senador Canedo Divino Lemes e sua esposa, Laudeni Lemes. O pedido de arquivamento foi acatado pela Justiça na última quinta-feira, 20, encerrando as investigações que levaram a buscas e apreensões na residência do casal às vésperas do pleito.

A decisão foi assinada pelo juiz Inácio Pereira de Siqueira, da 2ª Vara das Garantias da Capital. No despacho, ele destacou que não há “nos autos elementos que comprovem a materialidade delitiva em relação aos investigados”, ou seja, não há crime comprovado nos documentos do processo.

O caso teve grande repercussão em Senador Canedo e impactou diretamente o desempenho eleitoral de Divino Lemes. Dois meses antes das eleições, ele era candidato a prefeito e aparecia em segundo lugar nas pesquisas. Entretanto, após a Operação Sócio Oculto, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sua candidatura perdeu força, e ele terminou a disputa em quarto lugar, com menos de 6% dos votos.

Além de Divino e Laudeni, a operação do Gaeco investigou cerca de 20 pessoas sob suspeita de fraudes, corrupção, desvio de recursos e organização criminosa. No entanto, nenhuma dessas acusações foi comprovada. O Ministério Público chegou a pedir o bloqueio de R$ 186,3 milhões das contas dos investigados.

A defesa de Divino e Laudeni rebateu as acusações desde o início. O advogado Demóstenes Torres ironizou os valores citados na investigação. “O Divino e a Laudeni não possuíam nem mil vezes menos do que isso. Alguns dos acusados não tinham nem os 35 centavos”. Ele atuou no caso ao lado dos advogados Caio Alcântara e Jéssica Soares.

Caio Alcântara também criticou a abordagem da investigação e os impactos que causou. “O fato de os clientes terem sido prefeito e primeira-dama não autoriza presumir culpa e nem poderia justificar a operação que ocorreu”.

Diante do arquivamento do caso, Divino Lemes divulgou uma nota pública agradecendo pelo desfecho. “Ao receber a notícia do arquivamento da denúncia quanto a mim e a minha esposa, quero externar meus agradecimentos a Deus e aos meus advogados, e reiterar nossa confiança na Justiça”.


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