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Goiânia, 04/04/25
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Divulgação - Secom Goiânia

Os três bares interditados na última sexta-feira, 21, no Setor Marista, em Goiânia, possuem um longo histórico de irregularidades. Juntos, eles acumulam 35 registros entre notificações, autos de infração e interdições

Bares interditados em Goiânia acumulam mais de 30 infrações nos últimos anos

25/03/2025, às 08:50 · Por Redação

Os três bares interditados na última sexta-feira, 21, no Setor Marista, em Goiânia, possuem um longo histórico de irregularidades. Juntos, eles acumulam 35 registros entre notificações, autos de infração e interdições, segundo a Secretaria Municipal de Eficiência. Entre os problemas identificados, estão poluição sonora, funcionamento sem alvará, ocupação irregular do passeio público e descumprimento de embargos anteriores. 

Um dos bares, considerado o mais infrator, soma 15 autuações, incluindo três por perturbação sonora e outras por falta de licença e funcionamento fora do horário permitido. De acordo com o auditor fiscal de posturas da prefeitura, André Barros, os estabelecimentos já haviam sido notificados diversas vezes, mas não regularizaram sua situação. “São reincidentes e não sanaram as pendências para obtenção do alvará”, afirmou.

A interdição dos bares ocorreu após a Justiça derrubar uma liminar que permitia o funcionamento dos estabelecimentos. Em outubro de 2024, os mesmos locais já haviam sido fechados por falta de licença, mas conseguiram reabrir após uma decisão judicial provisória. No entanto, no fim de fevereiro de 2025, a Justiça, com aval do Ministério Público, revogou a liminar e deu ganho de causa à Prefeitura de Goiânia. Com a decisão, fiscais voltaram aos estabelecimentos e aplicaram as interdições. A prefeitura argumenta que as infrações persistiam e que a atuação dos agentes seguiu critérios técnicos.

O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) defendeu as fiscalizações e disse que o número de interdições poderia ser ainda maior. “Nós tínhamos que fechar uns 50”, afirmou durante entrevista nesta segunda-feira, 24.

A fala gerou reação de entidades do setor, como o Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiás (Sindibares-GO) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-GO). As organizações acusam a prefeitura de promover operações com “caráter midiático” e alegam lentidão na emissão de alvarás, o que dificultaria a regularização dos estabelecimentos.

Sobre a demora na liberação dos documentos, Mabel não se pronunciou, mas reforçou que manterá o discurso de moralização. Enquanto isso, segundo o auditor André Barros, os três bares interditados ainda não resolveram suas pendências e seguem sem alvará válido.


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