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Goiânia, 04/04/25
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Militares são investigados por articular campanha contra comando de unidade em Aruanã; prisão foi motivada pela disseminação de texto com críticas internas

Quatro policiais são presos por conspiração em batalhão da PM de Goiás

28/03/2025, às 10:19 · Por Redação

Quatro policiais militares foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar de Goiás (PM-GO) sob suspeita de envolvimento em uma articulação para desestabilizar o comando do batalhão de Aruanã, município localizado no extremo-oeste do Estado. As prisões ocorreram após o recebimento de uma denúncia anônima que levou à abertura de investigação por parte da Agência Central de Inteligência da PM (PM/2).

Entre os detidos estão o tenente-coronel Valdivino Dias Marques Neto, os tenentes João Carlos Melo Junior e Jean Botelho Godinho, além do sargento Ernani Coelho Santos. Todos foram presos em flagrante por suspeita de cometer crimes previstos no Código Penal Militar, incluindo conspiração, desrespeito a superior, publicação ou crítica indevida e difamação.

A investigação aponta que o grupo teria disseminado entre colegas um texto contendo denúncias de supostas “irregularidades, omissões e arbitrariedades” na gestão do batalhão. De acordo com nota oficial da PM-GO, foram encontrados indícios de que os militares agiram de forma coordenada com o objetivo de enfraquecer o comando da unidade.

Segundo a corporação, a motivação estaria relacionada ao “descontentamento com a transferência administrativa de um policial militar de uma cidade para outra”, medida tomada em decorrência de uma investigação anterior contra esse servidor. A partir disso, teria se iniciado uma campanha interna para minar a autoridade da chefia do batalhão.

A Polícia Militar informou que os quatro militares aguardam audiência de custódia, prevista para ocorrer nesta sexta-feira, 28, e que as apurações terão continuidade para esclarecer todos os fatos e, se necessário, ampliar a responsabilização. “A investigação prosseguirá para elucidar completamente os fatos e responsabilizar os envolvidos”, diz o comunicado oficial da PM-GO.


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