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Myke Sena - Ministério da Saúde
Estado acumula mais de 28,6 mil mortes pela doença desde 2020; apesar da vacinação, cerca de 1 milhão de goianos nunca tomou nenhuma dose contra o coronavírus
Cinco anos após primeira morte, Goiás chega a 41 óbitos por Covid em 2025
29/03/2025, às 10:18 · Por Redação
Passados cinco anos do primeiro óbito por Covid-19 registrado em Goiás, o estado ainda convive com os efeitos da pandemia. De janeiro até agora, foram contabilizadas 41 mortes em decorrência da doença. Os dados foram atualizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e divulgados na última quinta-feira, 27, pelo portal Diário de Goiás.
Desde o início da pandemia, Goiás já somou mais de 2 milhões de casos confirmados de Covid-19, dos quais 28,6 mil evoluíram para óbito. A média de mortes desde 2020 é de 15,68 por dia. Em 2025, até o momento, o estado confirmou 9.635 casos da doença, com 41 vítimas fatais.
A campanha de vacinação contra a Covid-19 teve início em 18 de janeiro de 2021, seguindo os critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Os grupos prioritários foram sendo ampliados conforme o envio de novas remessas de doses. Desde então, Goiás já aplicou mais de 15,7 milhões de doses, sendo mais de 6 milhões referentes à primeira dose.
Apesar da ampla cobertura vacinal, os números mostram que cerca de 1 milhão de goianos não iniciaram o esquema de imunização. Com base na estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024, que indicava 7,3 milhões de habitantes no estado, esse grupo permanece vulnerável ao vírus e suas complicações.
A SES-GO reforça que a vacinação continua sendo recomendada, especialmente para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e demais integrantes dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que a vacina seja aplicada anualmente nessas populações.
Além dos casos ativos e das mortes, outra preocupação das autoridades de saúde é a chamada “Covid Longa”. O fenômeno foi analisado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Escola de Saúde Pública de Harvard e a Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres. A pesquisa revelou que 91,1% dos entrevistados relataram ao menos um sintoma persistente após a infecção, e 71,3% afirmaram conviver com sintomas frequentes. A síndrome pós-Covid foi identificada por 39,3% dos participantes, mas apenas 8,3% obtiveram diagnóstico formal.
Entre os sintomas mais comuns estão fadiga, dores musculares, encefalite miálgica e comprometimentos cognitivos. “Sequelas graves e persistentes em uma parcela significativa da população” foram constatadas, segundo o estudo.
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