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DivulgaçãoTrabalhadores vão pagar taxa de licença de R$ 40, e de ocupação calculada de acordo com a metragem da banca
Paço alega que metade dos camelôs aceitam ficar na Feira Hippie, já representantes negam
01/04/2025, às 08:17 · Por Redação
A Prefeitura de Goiânia diz que quase metade dos trabalhadores informais que estavam na Região da 44 aderiram a proposta de transferência para a Feira Hippie. A informação, no entanto, é contestada pela representante, Ana Paula Barbosa de Oliveira, que alega falta de diálogo e flexibilidade à sugestão da classe. Em nota, a Prefeitura de Goiânia esclarece que a retirada dos ambulantes da Região da 44 segue o que determina o Código de Posturas do Município.
O Paço municipal diz que um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Gestão, Negócios e Parcerias (Segenp) identificou cerca de 700 ambulantes na região, sendo que metade seria lojistas em galerias na 44. De acordo com a gestão municipal, dos cercas de 100 ambulantes que estão apenas nas ruas, quase 50 optaram por se legalizar na Feira Hippie.
Na Feira Hippie, esses trabalhadores vão pagar taxa de licença de R$ 40, além de uma taxa de ocupação calculada de acordo com a metragem da banca. Em média, esse valor fica em R$ 111 para bancas de até 8 metros quadrados. A alternativa foi uma das criadas pela Prefeitura para realocar a categoria e fazer o cumprimento do Código das Posturas do município. A outra consiste no pagamento do Aluguel Social para ambulantes que queiram se instalar em galerias da região. São 2.066 lojas disponibilizadas para o programa, cujo benefício será concedido por 18 meses.
Ana Paula argumenta que os ambulantes não concordaram com o local disponibilizado pela Prefeitura aos trabalhadores e que o prefeito Sandro Mabel (UB) se recusa a ouvir a proposta da classe. “Ele quer colocar a gente num lugar onde não vamos vender e nem os feirantes querem ficar porque é um lugar morto. Nossa sugestão é entrar 3h da manhã e sair às 7h30 e retornar às 17h. É um horário que as lojas estão fechadas e não vamos atrapalhar os lojistas”, diz.
Segundo a representante dos camelôs, os trabalhadores desejam se regularizar e pagar as taxas necessárias, mas sem que a categoria seja prejudicada. “Estamos em 3 mil camelôs que podem gerar mais de R$ 300 mil em taxas para a Prefeitura por mês”, argumenta. Ela conta que os vendedores ambulantes da região vão realizar novas manifestações ao longo da semana para tentar sensibilizar o prefeito.
O prefeito Sandro Mabel destaca que o diálogo foi mantido com a categoria para que a melhor solução fosse encontrada. O objetivo é fazer com que a região da 44 fique mais organizada e que leve conforto e comodidade para os compradores. “Não estamos tirando ninguém da rua. Não vamos passar o popular ‘rapa’. Não é assim. Nós estudamos alternativas para levar uma resolução estruturada e que desse oportunidade para todos se regularizarem”, reforça. Além disso, a prefeitura tem ressaltado a importância do cumprimento à legislação, que deve ser seguida por todos.
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